segunda-feira, 25 de maio de 2015

A capa da revista que tem dado que falar!

Adorei a nova capa da revista ELLE Austrália! Natural, espontânea e com uma mensagem muito positiva para as mães!

A modelo Nicole Trunfio estava a fazer a sessão fotográfica para a capa da revista quando de repente o seu filho de 4 meses começou a chorar e a pedir comida. A modelo acabou por ter que o amamentar durante a sessão e ao que parece os fotógrafos gostaram tanto do momento que começaram a tirar fotos.... e onde é que elas foram parar? À capa de revista ELLE da Australia (edição apenas para assinantes).

Revista Elle Australia

De fato este momento que não tinha sido previamente planeado ficou muito bonito e por isso foi publicado e veio substituir a capa inicialmente prevista: a modelo com um vestido preto com o seu bebé ao colo.

Revista ELLE Australia
A amamentação devia ser considerado um ato natural, acessível para cada mãe e o seu bebé, mas infelizmente ainda não o é. Por esta razão, esta foto que surgiu de forma espontânea está a ter um impacto tão grande nas redes sociais. Achei a ideia fantástica e foi uma prova de grande coragem por parte da revista e da modelo a publicação desta imagem!

Amamentação é um direito das mães e dos filhos que deve ser incentivado por todos pelo menos até aos primeiros 6 meses de vida dos bebés. 

A amamentação pode ser complicada ao início mas os benefícios são inúmeros para a mãe e principalmente para o bebé. Deixo aqui alguma informação e o meu apoio a todas as mães!

#ELLEAustralia; #NicoleTrunfio; #amamentação

domingo, 24 de maio de 2015

Mulher alemã dá à luz quadrigémeos

Uma mulher alemã de 65 anos teve passada sexta feira quadrigémeos. Os bebés, uma menina e três meninos nasceram com 26 semanas de gravidez e estão ainda nas incubadoras. Como nasceram muito antes do tempo previsto, o prognóstico ainda é reservado, no entanto declarações prestadas ao canal de televisão alemão, RTL mencionam boas hipóteses de sobrevivência dos bebés. 

Esta mulher que foi submetida a um tratamento de reprodução in vitro, e com 17 filhos (incluindo os quadrigémeos) já tinha sido notícia quando aos 55 anos tinha dado à luz uma menina. Atualmente é a mãe de quadrigémos mais velha do mundo.

Notícias destas deixam-me triste. A ciência permite-nos hoje em dia ultrapassar muitos limites mas acho que temos que saber gerir bem quais.


#quadrigemos

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Alergia ao sémen do marido

Recentemente foi publicado o caso de uma inglesa que se queixava que sentia dores após ter relações sexuais desprotegidas com o marido. Não só tinha dores fortíssimas passadas algumas horas após as relações sexuais, como apresentava também uma grande inflamação vaginal. Este tipo de situações pode ser confundida com os sintomas de algumas doenças sexualmente transmissiveis. Por esta razão o diagnóstico não foi imediado tendo a mulher em questão esperado mais de 10 anos para saber a causa do seu problema: alergia às proteinas presentes no sémen do seu marido.



Não é com frequência que ouvimos falar neste tipo de casos mas a verdade é que não é assim tão raro. Estima-se que 1 em cada 12 mulheres sofram de alguma alergia deste tipo (com diferente manifestação de sintomas) e que muitas vezes acabem por não se queixar pois tem vergonha de comentar a situação com o seu médico.

Os sintomas mais frequentes a nível local são a inflamação vaginal, prurido, ardor, edema e eczema, mas também podem ocorrer outro tipo de manifestações como diarreia, vómitos, dificuldade para respirar, e em situações mais graves incluso, ocorrem reações anafiláticas que podem por em risco a vida da mulher.

A solução para este tipo de alergia é simples: evitar o contacto da mulher com o sémen do marido e como tal o uso de preservativos é recomendado. No entanto, esta questão torna-se mais difícil de resolver quando os casais pretendem engravidar. Apesar desta alergia não conduzir propriamente a infertilidade, em algumas manifestações graves de alergia, a realização de um tratamento de fertilização in vitro poderá ser a solução.

#alergiasemen, #semen, #infertilidade, #fertilidade

sexta-feira, 15 de maio de 2015

DIA INTERNACIONAL DA FAMÍLIA

Feliz Dia da Família!

UM POR TODOS E TODOS POR UM!





#diainternacionalfamilia

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fertilidade: Porque é que a idade pode ser um obstáculo?

Há cada vez mais casais a procurar ajuda para a realização de tratamentos de fertilidade devido à idade "avançada" da mulher. É um facto que hoje em dia a mulher tem o primeiro filho muito mais tarde. Para terem uma ideia, na década de 70 a idade média das mulheres portuguesas quando nasceu o primeiro filho foram os 24,4 anos e em 2014 essa idade média passou a ser os 30 anos (Fontes/Entidades: INE, PORDATA, dados atualizados em: 2015-04-30).

Creio que todos nós sabemos ou pelo menos temos uma ideia quais os fatores que estão a condicionar esse adiamento da maternidade: procura de maior estabilidade pessoal, financeira, concretização dos estudos, entre outras. Mas será que todos sabemos quais são as consequências de um projeto de maternidade tardio? Penso que não... ou então esquecemo-nos (eu incluida que também fui mãe depois dos 35 anos!). Uma das possíveis consequencias é a infertilidade e outra é que as mulheres acabam por ter menos filhos do que aqueles que desejariam ter.


QUAL A INFLUÊNCIA DA IDADE NA FERTILIDADE FEMININA?

  • GASTO DA RESERVA DE OVÓCITOS

As mulheres ao contrário dos homens nascem com os seu ovócitos para o resto da vida e vão gastando-os à medida do tempo. Um feto feminino às 18-20 semanas de gestação tem aproximadamente 6 a 7 milhões de células germinais (que vão originar os ovócitos) nos seus ovários. No momento do nascimento, esse número decresce para os 1-2 milhões!!! No início da puberdade, o número de ovócitos reduz-se aos 400.000 - 500.000 dos quais somente 400 a 500 chegam a ovular.

Durante cada ciclo menstrual são "gastos" vários folículos mas apenas um deles é destinado a ovular. Os restantes irão degenerar e desaparecer por morte celular programada. Nos 10 a 15 anos que antecedem a menopausa  (altura em que existem aproximadamente 25000 ovócitos) o gasto de folículos em cada ciclo menstrual é ainda maior. Ou seja, com o avançar da idade as mulheres vão ficando cada vez com menos ovócitos. Infelizmente, algumas mulheres mesmo antes de chegarem aos 35 anos já são diagnósticadas com falência ovárica precoce.


  • ALTERAÇÕES DOS OVÓCITOS

Por outro lado, com o avanço da idade, existe um aumento do número de alterações cromossómcas nos ovócitos que conduzem a alterações no cariótipo dos embriões (alterações cromossómicas). As alterações mais frequentes associadas a idade materna avançada (depois dos 38 anos) são; trissomia dos cromossomas 13, 14, 16, 18 e 21 e uma monossomia do cromossoma X. Como consequência as mulheres destas idades acabam por ter mais abortos do que as mais jovens.



Mas será que o útero também envelhece tão rapidamente quanto os ovários?

A resposta é: não. Diversos estudos realizados com mulheres rectoras de ovócitos de dadoras puderam verificar que a recetividade do útero era constante até aos 45 anos mas que a partir dos 45 até aos 50, a capacidade de gravidez das mulheres caia de forma abrupta. A justificação para a diminuição da taxa de gravidez era justificanda pela redução da recetividade do endométrio a apartir dessa idade.

Em resumo, podemos dizer que a quantidade e a qualidade dos ovócitos diminui a partir dos 35 anos. No entanto, a recetividade do útero só parece estar comprometida a partir dos 45 anos.


#fertilidade, #idademulherfertilidade





quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dicas para agir com os nossos filhos

Hoje em dia andamos todos muito ocupados com agendas repletas de inúmeras tarefas que só conseguimos cumprir caso estejamos sempre a correr de um lado para o outro. No final do dia chegamos a casa cansados, sem energia e muitas vezes acabamos por dizer e fazer coisas que mais tarde nos arrependemos. 

O final do dia devia ser um momento para estar em família, para conversar e partilhar os acontecimentos desse dia. Os filhos muitas vezes (sobretudo os mais pequenos) estão ávidos pela chegada dos pais e acabam por estar ainda mais irrequietos do que o normal. Por essa razão, devemos ter cuidado com o nosso comportamento pois podemos conduzir a reacções indesejadas. A televisão é sem dúvida um aparelho valioso para hipnotizar crianças mas não devemos abusar! Digo-vos por experiência própria que vale a pena o esforço de a manter apagada!




Não devemos …

1) Gritar. Ao gritar estamos a agitar ainda mais as crianças. Por muito cansados que estejamos devemos manter a calma e falar de uma forma pausada e tranquila. Vão ver que as crianças vão acalmar.
2) Mentir. Se prometemos algo devemos cumprir a nossa promessa. Portanto muita atenção com aquilo que dizemos!
3) Bater. Por vezes parece que estão mesmo a necessitar de uma palmada no rabo mas não a devemos dar. O segredo é respirar fundo e depois mantendo a calma explicar que se estão a portar mal.

Devemos sempre:

1) Brincar com os nossos filhos (com a televisão desligada) pelo menos 30 minutos por dia.
2) Incentiva-los a participar nas tarefas domésticas: quem coloca hoje os pratos? E os talheres? Eles adoram sentir-se úteis!
3) Explicar porque é que não estivemos com eles. A mamã esteve a estudar porque quer ser professora…
4) Fazer actividades em conjunto: ler um livro, cozinhar, etc.
5) Perguntar-lhes como foi o dia, com quem brincaram.

E nunca esquecer de lhes recordar o quanto gostamos deles e como eles são importantes para nós! Uma criança deve sentir-se amada! Os beijos e abraços são fundamentais para fortalecer a sua auto-estima e para faze-la feliz!

#familia, #dicasagircriancas

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mindfulness: E que tal mudar o que precisa de ser mudado?

Há muito que queria abordar o tema do mindfulness neste blog. Penso que a técnica do aprender a viver o aqui e agora é uma ferramenta muito útil para quem está em tratamento de fertilidade. Mais do que ninguém o casal necessita controlar os seus pensamentos negativos e relaxar. Nesta etapa é importante viver um dia de cada vez.

Como não sou psicóloga pedi o apoio a uma colega e amiga para que nos desse algumas dicas sobre este tema! Fiquei curiosa e também quero pôr em prática!
Boa leitura!

"Há alturas em que o ritmo apressado da nossa vida, a exigência, as obrigações, as preocupações, o desejo de controlar tudo, nos envolvem numa espiral negativa que nos desgasta e nos deixa infelizes. Se isso lhe acontece, ou se já aconteceu, páre, permita-se respirar e ligue-se à experiência do momento…

Como é que podemos recuperar o controlo da nossa vida? Foi à procura de resposta para esta questão que me cruzei com o mindfulness ou se preferirem, a atenção plena. Depois de muitas leituras, conversas com especialistas no tema e treino individual, deixo-vos uma breve introdução que espero desperte a vossa curiosidade.

A atenção plena é um treino mental, ao praticá-la encontramos uma nova forma de estar, em que observamos sem crítica os nossos pensamentos e estados emocionais internos.

Muitos dos nossos problemas são solucionados através da lógica, da emoção, ou da criatividade. Outros, o melhor é simplesmente deixá-los sozinhos no momento. Consegue imaginar pôr a auto-crítica de parte e substitui-la pela compreensão e aceitação?

Ligue-se à experiência do aqui e agora através dos seus sentidos. Deixo-lhe um pequeno desafio: tire uns minutos para respirar, experiencie o mundo através dos seus sentidos, que tal a experiência do seu aqui e agora?

Se ficou com curiosidade, sugiro-lhe a leitura do Mindfulness atenção plena – o plano de oito semanas que libertou milhões de pessoas do stress e da ansiedade, Prof. Mark Williams e Dr. Danny Penman."

Filipa Santos
Psicóloga Clínica

#mindfulness, #infertilidade