domingo, 11 de junho de 2017

Ser mãe solteira já é possível em Portugal

Atualmente qualquer mulher, independentemente da sua orientação sexual e do seu estado civil, já pode recorrer a tratamentos de procriação medicamente assistida em Portugal.

Até aqui só as mulheres heterossexuais, casadas ou em união de facto há pelo menos 2 anos é que podiam ter acesso a estes tratamentos. Por essa razão, muitas das mulheres solteiras ou casais de mulheres iam ao estrangeiro, principalmente a Espanha para engravidar.


A lei foi aprovada em junho de 2016 (pode ver aqui) mas a regulamentação só surgiu em dezembro do mesmo ano (ver aqui). Desde então algumas dezenas de mulheres já recorreram aos centros de Procriação Medicamente Assistida.

Pelo que se sabe, de momento, dada a existência de listas de espera de alguns meses nos centros públicos, estes tratamentos só foram realizados em centros privados.



Existem vários tratamentos disponíveis, mas deve ser o médico a indicar qual o mais apropriado para cada caso. O mais simples é a inseminação artificial intra-uterina com sémen de dador. Este tratamento consiste em fazer uma suave estimulação dos ovários da mulher e em colocar o sémen na cavidade uterina perto do momento da ovulação. A taxa de sucesso por tratamento ronda os 20% e o tratamento pode custar até 1500 euros. Aconselha-se a fazer no máximo 3 a 4 inseminações uma vez que a partir dai as taxas de sucesso não vão aumentar.

Outro tratamento disponível é a fecundação in vitro. Neste tipo de tratamento a fecundação ocorre fora do corpo da mulher pelo que todo o processo é mais controlado. Pode saber mais aqui. As taxas de sucesso deste tratamento variam consoante a idade da mulher e se a mesma tem algum problema de infertilidade (endometriose, ovários poliquísticos, etc.). Poderá dizer-se que as probabilidades de sucesso rondam os 45%. Os custos deste tratamento são aproximadamente 5 mil euros.

Se tomou finalmente a decisão de querer ser mãe, não espere mais tempo. A idade da mulher pode ser um fator decisivo neste processo. Converse com o seu médico ginecologista, pode ser que ele lhe consiga recomendar algum centro de procriação medicamente assistida. Se lhe indicar mais do que um, compare os preços, mas sobretudo compare os resultados que cada um lhe oferece por tratamento. Afinal, se as probabilidades de engravidar num primeiro ciclo forem maiores pode compensar o preço. Boa sorte! E não desanime caso não tenha sucesso na primeira tentativa!


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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Mãe depois dos 40…

Hoje em dia, devido a várias circunstâncias, para muitas mulheres a maternidade chega mais tarde. Ou porque ainda não terminaram os estudos, ou porque estão à espera de maior estabilidade económica ou simplesmente porque ainda não encontraram o parceiro ideal.

Estes são alguns dos motivos pelos quais as mulheres adiam a maternidade. Infelizmente o nosso “relógio biológico” nem sempre está sincronizado com o “relógio pessoal”. E quando o alarme do “relógio pessoal” dispara, por vezes é só depois dos 40 e pode ser mais complicado.

A idade ideal para uma mulher ter filhos é entre os 19 e os 34 anos (podem ver mais dados aqui). Cada mulher nasce com um número limitado de óvulos que vai gastando ao longo da vida. Por volta dos 35 anos, não só vai diminuindo a reserva ovárica (existem menos óvulos) mas também a qualidade dos óvulos começa a piorar pois começam a surgir alterações genéticas. A partir desta idade, não só é mais difícil engravidar como também começam a aumentar as probabilidades de anomalias genéticas nos bebés. Para terem uma ideia, a percentagem de óvulos normais (com os 23 cromossomas) numa mulher com 30 anos é aproximadamente 70%, mas chegando aos 40 anos, apenas 30% podem estar bem.

Creative Commons

A grande maioria das mulheres com mais de 40 anos, que desejam ser mães pela primeira vez, tem que recorrer a centros de procriação medicamente assistida e pedir ajuda de um especialista para engravidar. Existem várias opções de tratamentos mas o médico tem que definir juntamente com a paciente qual o mais adequado. Os tratamentos mais simples (inseminação ou coito programado) podem ser realizados mas é importante que o sistema reprodutor da mulher esteja bem e nomeadamente as trompas não estejam obstruídas. O médico poderá também optar por um tratamento mais complexo, a fecundação in vitro (FIV) que apesar de ser economicamente mais dispendiosa tem melhores resultados. Caso a reserva de óvulos seja já muito baixa, existe um tratamento alternativo que consiste em receber óvulos de uma mulher mais jovem (dadora) e que tem taxas de sucesso elevadas.

Hoje em dia é possível ser mãe pela primeira vez depois dos 40, mas é importante que a mulher tenha consciência que pode demorar algum tempo até engravidar.

Boa sorte! Não desista!
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