terça-feira, 30 de junho de 2015

TIPOS DE GRAVIDEZ GEMELAR

Na gravidez gemelar, os gémeos podem ser idênticos ou diferentes. No caso dos gémeos idênticos (monozigóticos), estes são resultantes da fecundação de um ovócito por um espermatozóide dando originando um só zigoto (embrião). Este embrião começa o seu desenvolvimento e numa determinada etapa divide-se em dois dando origem a dois bebés iguais. Dependendo da fase em que se dá a divisão do embrião, isto é, se é numa fase inicial (antes do quinto dia de desenvolvimento), os embriões irão ter a sua placenta e o seu saco (gravidez bicorial biamniótica). Se a divisão ocorrer na fase de blastocisto, irá dar-se a divisão da massa celular interna (conjunto de células que dão origem ao embrião) que leva à formação de dois embriões e que irão partilhar a mesma placenta mas com dois sacos amninoticos diferentes (gravidez monocorial biamniótica). Se a divisão do embrião ocorrer após a primeira semana de vida do embrião, os gémeos irão partilhar a mesma placenta e o mesmo saco (gravidez monocorial monoamniótica). Quanto ocorre a separação do embrião após as 2 semanas de gestação (situação extremamente rara), aparecem os chamados gémeos siameses. Os gémeos siameses partilham a mesma placenta e o mesmo saco, e quanto mais tardia for a divisão do embrião, maior a extensão de partes do corpo ligadas entre si. Há situações extremamente complicadas em que os gémeos partilham orgãos podendo comprometer a vida dos bebés no momento da separação.



No caso de gémeos diferentes (gémeos falsos), eles resultaram da fertilização de dois ovócitos por dois espermatozóides diferentes. Terão sempre placenta e saco amniótico diferentes.

Os gémeos diferentes são mais frequentes quando o casal realiza um tratamento de fertilização in vitro. Por um lado porque os ovários da mulher são mais estimulados a produzir mais do que um ovócito e por outro porque a grande maioria dos casais pretende transferir 2 embriões para a cavidade uterina.

A gravidez gemelar é uma gravidez com maiores riscos para as mães e para os bebés e por essa razão, as clínicas que realizam tratamentos de fertilidade deveriam promover ações para incentivar os casais a transferir um embrião de cada vez. Saiba mais aqui.

#gravidez, #gemeos, #gravidezgemelar

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A roupa masculina influencia a fertilidade dos homens!

Hoje em dia é sabido que determinadas roupas masculinas podem alterar a produção dos espermatozóides e como tal diminuir a sua fertilidade. Porquê? A temperatura ideal para que ocorra a espermatogénese (isto é, a produção dos espermatozóides) é 34,5  ºC  ou seja, aproximadamente 2 ºC abaixo da temperatura corporal. Quando a temperatura se eleva, aumentam os danos provocados nas formas precoces que dão origem aos espermatozóides conduzindo, em determinado tipo de células mais sensíveis, à morte celular. Nos mamíferos, os testículos encontram-se protegidos pelas bolsas do escroto que tem também um efeito regulador de temperatura. Além disso, os testículos estão localizados fora do corpo para evitar um sobreaquecimento.

Há no entanto situações extremas que levam a um aumento da temperatura ótima dos testículos e que podem ter consequências drásticas na produção de espermatozóides. São exemplos, a febre elevada, varicocele (variz no testículo), criptorquidia (quando o(s) testículo(s) não estão no escroto mas sim no abdómen), alguns tipos de desporto (tais como andar de bicicleta) e o uso de calças ou roupa interior muito justas.


Ao contrário das mulheres que nascem com o número total de ovócitos para toda a vida, os homens estão constantemente a produzir espermatozóides. A duração de cada ciclo de produção espermática é de aproximadamente 70 dias (2 meses e meio) pelo que poderá ser suficiente uma alterção no modo de vestir durante alguns meses para melhorar a fertilidade masculina!

#fertilidademasculina, #infertilidademasculina,

quinta-feira, 11 de junho de 2015

ESHRE: AS ÚLTIMAS SOBRE REPRODUÇÃO HUMANA CHEGAM A LISBOA

Lisboa vai ser palco de um dos congressos mais importantes na área da Medicina da Reprodução nos próximos dias 14 a 17 de junho: o congresso da ESHRE (EUROPEAN SOCIETY OD HUMAN REPRODUCTION). Neste encontro espera-se a participação de mais de 10 mil pessoas de todas as especialidades: ginecologia, embriologia, andrologia, enfermagem e psicologia.

Vai ser sem dúvida uma excelente oportunidade para conhecer os novos avanços nesta área e contactar com especialistas de tudo o mundo. 

Quanto a mim, estarei a participar numa sessão como moderadora. Em breve virei contar as últimas novidades! ! Entretanto quem desejar pode ver o programa aqui. Fiquem atentos!!!


#ESHRE, #medicinareprodução

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cesariana ou parto normal?

Cesariana ou parto normal (vaginal)? Uma questão que se coloca a muitas mulheres e que exige que elas sejam bem informadas das vantagens e desvantagens de cada uma destas formas de nascer para poderem decidir (nas situações que tal for possível).

A organização mundial da saúde alerta para o elevado número de cesarianas que se realizam atualmente e recomenda que apenas 15% dos partos sejam realizados dessa forma. Em 2013 Portugal foi o terceiro país da Europa onde se realizam mais cesarianas com uma taxa de 38,5% sendo ultrapassado apenas pela Itália 38% e a Turquia 46%,   Já no Brasil a taxa foi superior a 50% .

A taxa de cesarianas nos hospitais particulares foi o dobro da taxa nos hospitais públicos. Muitas mulheres que chegam aos hospitais privados solicitam a cesariana por medo ao parto, por pensar que é um parto mais seguro e por terem feito uma cesariana que correu sem complicações no parto anterior.
A cesariana é uma intervenção cirúrgica que tem as mesmas complicações que uma cirurgia normal. E a razão deste alerta da Organização Mundial de Saúde para baixar o número de cesarianas realizado é por considerar que a prática destes procedimentos está a ser realizada de forma abusiva expondo a mãe e o futuro bebé a riscos desnecessários.

A SIC realizou uma reportagem intitulada "no tempo das cesarianas" muito interessante e esclarecedora para todas as mulheres e que aconselho a ver aqui.


#reportagemSIC, #cesariana, #parto, #cesaria

quinta-feira, 4 de junho de 2015

INFERTILIDADE

ALGUNS  FACTOS SOBRE INFERTILIDADE:

  • A infertilidade é uma doença.
  • A infertilidade não é contagiosa
  • Ao contrário do que se pensava, a infertilidade não é uma apenas um problema da mulher. 40% das causas da infertilidade do casal são de origem feminina, 40% de origem masculina e 20% de origem inexplicada. 
  • 10 a 15% dos casais em idade fértil sofrem de problemas de infertilidade
  • A infertilidade em algumas (poucas) situações pode ser evitável
  • 80% dos casais inférteis que realizam tratamentos de fertilidade adequados conseguem ser pais.

#infertilidade