quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Congelação de ovócitos: o adiar da maternidade.

Recentemente fui contactada pela revista Sábado para uma entrevista sobre a congelação de ovócitos e o adiar da maternidade. Que razões motivam as mulheres a congelar os seus óvulos? Que razões as levam a adiar a maternidade?

Revista Sábado
Ao contrário da congelação de sémen cuja prática tem mais de 30 anos, a congelação de ovócitos é algo mais recente. Esta técnica que já se usa há pelo menos 10 anos só no início de 2013 é que deixou de ser considerada uma técnica experimental. O ovócito é a maior célula humana e por conseguinte foi difícil encontrar uma técnica que permitisse preservar a sua integridade e funcionalidade. A vitrificação, técnica de congelação rápida veio permitir um aumento considerável na taxa de sobrevivência dos ovócitos pois evita entre outras coisas a formação de cristais de gelo no interior dos ovócitos que conduziriam à morte da célula.

Perante as evidências científicas de que os resultados obtidos com os ovócitos que tinham sido congelados eram muito semelhantes aos resultados obtidos com ovócitos frescos, a conceituada Sociedade Americana da Medicina da Reprodução emitiu um comunicado em janeiro de 2013 a informar que esta técnica deixaria de ser considerada experimental.

A criopreservação de ovócitos veio permitir às mulheres adiar a maternidade com mais segurança. O facto de terem ovócitos congelados não é uma garantia para obtenção de gravidez mas pelo menos é uma garantia de ter ovócitos guardados numa altura em que a mulher seria mais fértil. Convém dizer também que há mulheres que nem chegam a necessitar de utilizar os seus ovócitos congelados porque entretanto conseguem engravidar espontaneamente no entanto aquelas que necessitarem de utilizar os óvulos terão que recorrer a técnicas de fertilização in vitro.

 A entrevista ficou muito bem e podem ler os depoimentos de algumas mulheres aqui!

#fertilidade; #preservarfertilidade, #congelacaoovocitos

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sinais de infertilidade. Preste atenção ao seu corpo!

A ciência é sábia e muitas vezes o nosso corpo transmite-nos sinais indicando que algo não está bem mas que infelizmente nem sempre sabemos interpretar. No que respeita à infertilidade, sabemos existem alguns sinais que devemos conhecer. Saiba quais! Esteja atento ao seu corpo e se realmente quer engravidar e se se identificar com alguma das situações descritas consulte o seu médico!

MULHERES

1- Menstruações alteradas: sangramento muito ligeiro ou muito abundante podem ser indícios de problemas com a ovulação;

2 - Menstruações irregulares, crescimento excessivo de pelos em todo o corpo, acne e obesidade. Estes são sintomas caracterírsticos da síndrome dos ovários poliquísticos, nos quais os vários folículos produzidos nos ovários acabam por não se desenvolver e não ocorrer ovulação.

3 - Mentruações muito abundantes e dolorosas. Se esta situação ocorre de modo frequente pode ser indício de endometriose e é fundamental consultar um especialista. A endometriose caracteríza-se pelo crescimento do tecido que reveste o útero - o endométrio - fora da cavidade uterina e pode ser responsável por 30% dos casos de infertilidade nas mulheres.




HOMENS

1 - A caída dos pelos corporais ou a mudança da voz podem ser indicadores de uma disfunção testicular que conduz à diminuição dos níveis de testosterona. Esta doença, designada de hipogonadismo é responsável por 9% dos casos de infertilidade nos homens.

2 - Dor nos testículos. Este sintoma de infertilidade está muitas vezes associado à presença de varices na àrea testicular - varicocele - e é responsável por 15% dos casos de infertilidade nos homens.~

#infertilidade, #sinaisinfertilidade


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Embriões criopreservados - dados de 2013

Recentemente o  CNPMA (Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida) divulgou os dados de 2013 referentes aos embriões criopreservados em todos os centros de Portugal que realizam técnicas de Procriação Medicamente Assitida.

De acordo com os dados, no final de 2013 existiam em Portugal 19,496 embriões criopreservados. Estes embriões não tinham ainda destino final definido. Recordo que um casal quando congela embriões tem 3 anos para os utiliza-los num novo projeto parental. Caso os embriões não tenham sido utilizados durante esse período de 3 anos, e caso o casal ainda pretenda vir a utiliza-los num futuro, deve informar o quanto antes o centro de Procriação Medicamente Assisitida onde se encontram guardados os embriões e solicitar uma prorrogação do prazo da criopreservação por um período adicional de 3 anos. Se assim não fôr, segundo a lei portuguesa, o casal pode optar por doar os embriões a outros casais, doar os embriões para projetos de investigação científica ou destruir os seus embriões.


Em 2013 foram doados a outros casais 32 embriões, nenhum embrião foi utilizado para fins de investigação científica e 398 foram descongelados e eliminados. 

A possibilidade dos casais congelarem embriões durante os seus tratamentos de Procriação Medicamente Assistida é uma mais valia pois aumenta o número oportunidades para o casal tentar engravidar e como consequência as taxas de gravidez por tratamento de fecundação in vitro são mais elevadas.

No entanto os casais não devem esquecer que os embriões segundo a lei portuguesa não podem ficar eternamente criopreservados. O casal deverá decidir qual o destino a dar aos seus embriões e comunica-lo ao centro onde realizou tratamento.

Tem embriões congelados? Já estão congelados há mais de 3 anos? Contacte o seu centro e informe-o sobre o destino que quer dar aos seus embriões!