terça-feira, 30 de setembro de 2014

As Principais Causas de Infertilidade Feminina

Imagem: commdiginews.com

Para que ocorra uma gravidez espontânea todo o aparelho reprodutor feminino deverá estar a "funcionar" em boas condições.

Após o ato sexual, os espermatozódes libertados no sémen devem percorrer a cavidade uterina e chegar às Trompas de Falópio onde poderão fecundar o ovócito que foi expelido pelo ovário. Uma vez fecundado o embrião vai começar a viajar pela Trompa até chegar à cavidade uterina onde se deverá implantar a partir do sexto dia de vida.

O Aparelho reprodutor feminino é composto pelos órgãos genitais externos (pequenos e grandes lábios vaginais e pelo clitóris) e pelos órgãos internos (ovários, trompas de Falópio, útero e a vagina). Qualquer alteração num dos órgãos  pode conduzir à infertilidade da mulher.

Podemos agrupar as causas de infertilidade de origem feminina em vários grandes grupos:

DISTÚRBIOS OVULATÓRIOS
  • Síndrome do Ovário Poliquístico
  • Falência Ovárica
  • Alterações Hormonais

ALTERAÇÕES TUBÁRICAS 

ALTERAÇÕES DO ÚTERO E COLO
  • Miomas e pólipos
  • Infeção
FÁRMACOS E SUBSTÂNCIAS TÓXICAS
  • Tabaco, álcool e drogas pesadas
  • Quimioterapia e radioterapia
Em breve venho explicar cada uma destas alterações, como elas podem causar infertilidade e se é possível trata-las.

Se alguém está interessado que eu explique alguma destas alterações em primeiro lugar envie um email (sofianunes37@gmail.com) que terei todo o gosto em ajudar. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Teste de Recetividade Endometrial (ERA)

Quando após vários tratamentos de fertilidade, um casal não consegue engravidar, o médico especialista deve pedir novos exames ao casal para encontrar a causa que justifique a ausência de implantação dos embriões que foram transferidos. Infelizmente, dada a complexidade de todo o processo, nem sempre é fácil e rápido diagnosticar quais são essa(s) causa(s).

 As falhas de implantação podem ser devidas a diversos fatores como por exemplo a má qualidade dos embriões transferidos, a existência de anomalias genéticas desconhecidas nos embriões, a alterações uterinas (presença de miomas ou pólipos), entre outras, mas também podem ser explicadas por alterações na recetividade endometrial.

Sabemos que durante o ciclo menstrual da mulher (quer seja um ciclo espontâneo que seja um ciclo induzido com medicação), existe um período a que chamamos de janela de implantação. A janela de implantação (ver Fig 1) corresponde aos dias em que o endométrio (tecido que reveste o útero) se encontra recetivo aos embriões. Ou seja, é muito importante que a data da transferência dos embriões para a cavidade uterina seja feita tendo em conta a janela de implantação, caso contrário as probabilidades de engravidar são muitíssimo reduzidas pois os embriões não vão encontrar o ambiente com as condições adequadas.


Fig. 1: O período em que o endométrio está recetivo aos embriões (janela de implantação D) dura aproximadamente 4 dias e geralmente começa no vigésimo dia do ciclo menstrual até aproximamente ao vigésimo terceiro dia. 

Existe um exame diagnóstico - Estudo da Recetividade endometrial por Arrays (ERA) que pode ser muito útil para explicar as sucessivas falhas de implantação dos embriões. Este exame permite determinar para cada mulher qual a janela de implantação num determinado ciclo menstrual.

Em que é que consiste o ERA?

O ERA serve para avaliar do ponto de vista molecular se o endométrio da mulher está ou não recetivo. Consiste na realização de uma biopsia endometrial no dia sétimo dia após o pico da LH (caso seja um ciclo natural, i.e. um ciclo em que não foram administradas hormonas) ou no quinto dia após o início da progesterona caso seja um ciclo em que haja preparação endometrial (com administração de medicação).

A biopsia é um processo que causa um ligeiro desconforto mas cuja dor é geralmente suportável. Caso seja necessário pode ser administrada uma anestesia local para evitar mal estar da mulher.
O tecido endometrial vai para análise e é estudada num microarray a expressão de 238 genes que estão envolvidos na recetividade endometrial. Os dados são depois analisados por um programa informático e o resultado final indica se o endometrio está recetivo ou não.

Uma vez que os resultados confirmem que o endométrio é recetivo, a mulher deverá fazer a transferência dos embriões num ciclo menstrual com as condições exatamente idênticas às do ciclo cm que foi feita a análise.

Caso o resultado informe que o endométrio não era recetivo a mulher deverá fazer nova biopsia endometrial para determinar qual a janela de implantação.

Observou-se que 20% das mulheres têm janelas de implantação diferentes do habitual e com este tipo de teste diagnóstico foi possível determinar com mais certeza quais os dias indicados para transferir os embriões.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Infértil ou estéril?

Muitas vezes confunde-se infertilidade com esterilidade e estes conceitos acabam por ser utilizados nos dia a dia de forma arbitrária.

Diz-se que um indivíduo ou um casal é estéril quando não consegue engravidar após um ano de relações sexuais regulares e desprotegidas. A designação de infértil é dada aos casais que não conseguem levar a gravidez até ao final e ter um recém nascido saudável.

Para além destas duas designações, podemos também classificar a infertilidade e a esterilidade de primárias e secundárias.

Quando nos referimos a esterilidade primária e infertilidade primária estamos a falar de casais que nunca tiveram filhos.

Enquanto a designação de esterilidade e infertilidade secundárias se referem aqueles casais que já têm pelo menos um filho e que agora não conseguem engravidar.

Fonte: creative commons

A importância de cuidar da alimentação antes de engravidar

Há duas épocas do ano em que tomamos especial atenção à alimentação: o início do verão (se possível algumas semanas antes das férias) e no final da época natalícia. Contudo há situações que nos fazem também mudar os hábitos alimentares como é o caso de uma doença (como por exemplo o excesso de colesterol, diabetes, hipertensão) ou uma gravidez.

Sabemos que durante a gravidez, uma etapa tão especial em que estamos a gerar um novo ser, necessitamos de ter muito cuidado para ingerir os nutrientes necessários para que o futuro bebé cresça saudável. Diversos estudos apontam que a dieta pré-conceção e pós gravidez pode influenciar o desenvolvimento do futuro bebé, o parto pré-termo e pode também ser responsável pelo aparecimento de certas doenças maternas como a pré-eclampsia e a diabetes gestacionais.

Mas será que não deveríamos a começar a cuidar o nosso corpo a partir do momento em que desejamos ser pais? Será que durante a gravidez ainda vamos a tempo para restabelecer os níveis de nutrientes necessários para o nosso corpo e para o do nosso bebé? Toda a gente sabe que a dieta deve começar umas semanas (ou meses) antes das férias para que se vejam os resultados… para engravidar não deveríamos fazer o mesmo, não deveríamos começar uns meses antes a preparar o nosso corpo? Claro que sim!

Caso pretenda engravidar para além de ser importante marcar consulta com o seu ginecologista deveria também pedir conselho a um nutricionista. É importante que os dois tenham um plano de alimentação cuidado que inclua os nutrientes necessários.

Como já referi anteriormente, a obesidade é uma das causas da infertilidade. E em certas situações, basta que a mulher perca 10% do seu peso para que os seu aparelho reprodutor comece a funcionar e ela consiga engravidar. O mesmo se passa com o homem. O excesso de peso pode conduzir a um sobreaquecimento dos testículos ou a impotência sexual.


A regra fundamental é:

- Devem ambos ter um peso adequado (o IMC deve estar entre os 18,5 e 24,9 Kg/m2). Ou seja, tanto o homem como a mulher não devem ser nem demasiado magros nem demasiado gordos pois há estudos que referem que ambas as situações têm um impacto negativo na fertilidade do casal.

A mulher deverá incluir na sua dieta, ácido fólico, ferro, vitamina A (cuidado com o excesso!), vitamina D e zinco, entre outros.

O homem deverá incluir na sua dieta ácido fólico, DHA e antioxidantes.

Estes nutrientes são meramente orientativos. Animen-se e consultem um especialista! Vão ver que vai valer a pena!


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A endometriose

A endometriose é uma doença difícil de diagnosticar e que causa grandes dificuldades na vida quotidiana de algumas mulheres.

Os seus sintomas podem ser muito variáveis e podem provocar grandes limitações na vida diária das mulheres. Estima-se que 10% das mulheres sofram de endometriose e que a endometriose seja a responsável por 30% dos casos de infertilidade.

Fonte: creative commons
O que é a endometriose?
A endometriose é uma doença que se caracteriza pela presença do tecido endometrial (tecido que reveste o útero) fora da sua localização habitual. Os locais que são mais frequentemente atingidos pela presença deste tecido são os ovários, as trompas de Falópio, os ligamentos que sustentam o útero e a cavidade pélvica ou abdominal.

Quais os sintomas mais frequentes da endometriose?

- Dismenorreia (dor durante a menstruação)
Esta é a queixa mais comum das pacientes (90% apresentam estes sintomas).

- Infertilidade. 60% das mulheres com endometriose sofrem de infertilidade. Esta doença, provoca alterações anatómicas como é o caso das aderências que podem estar localizadas nos ovários ou nas trompas de Falópio e que podem impedir o ovócito de chegar às trompas para ser fecundado. Além disso, os focos de endometriose, induzem uma inflamação crónica que conduz à produção de substâncias inflamatórias que dificultam a correta maturação e fecundação do ovócito.

- Dispareunia (dor durante as relações sexuais). 40% das pacientes queixam-se que estes sintomas são mais fortes quando tem relações nos dias prévios à ovulação ou nos dias prévios à menstruação.

- Dor pélvica crónica. Esta dor pode ser uma dor constante ou pode também estar ausente durante uns períodos e voltar a aparecer. Pode traduzir-se por alterações gastrointestinais ou urinárias, dependendo da zona onde os focos de endometriose estão instalados (intestino, bexiga ou reto). Ainda não existe uma correlação entre a origem e a intensidade desta dor com a gravidade da doença.
Legenda: Focos de endometriose. Fonte: wikipedia.


Como é feito o detectada esta doença?
Pode ser inicialmente detectada por ressonância magnética nuclear ou por ecografia. No entanto o diagnóstico mais preciso é feito por laparoscopia onde podem ser visualizadas as lesões (focos de endometriose).


A endometriose tem cura?
Infelizmente a endometriose não tem cura mas caso seja detectada atempadamente os seus efeitos secundários podem ser minimizados. Por essa razão, se apresenta algum destes sintomas consulte um especialista!

Deixo-vos dois videos que me pareceram muito interessantes.
Uma entrevista com o Dr. António Setúbal (médico ginecologista e especialista nesta doença) na TVI. Ver video

Um video explicativo sobre o que é a endometrise.
Ver video

Deixo-vos também o sítio da internet da Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose e o sítio da Associação Brasileira de Endometriose onde poderão encontrar toda a informação relacionada com esta doença e os contactos dos especialistas desta área em cada um destes países.

#endometriose

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os tratamentos de fertilidade depois do verão

As férias são ótimas para repôr as energias, para nos divertirmos, para descansar e sobretudo para refletirmos um pouco sobre a nossa vida. Durante esses dias afastados da correria e da rotina do dia-a-dia, aproveitamos para pensar e fazer um balanço daquilo que já fizemos e do ano que decorre e que já está mais perto de terminar.

O final do Verão, é geralmente "o momento" em que retomamos estes pensamentos. Como vai a dieta que tínhamos começado em janeiro? Como vão as idas ao ginásio? E o tabaco? Conseguimos reduzir? E os tratamentos de fertilidade? Em que fase estão?

Vejo que para muitos casais o final das férias é o momento de eleição para o início de um tratamento de fertilidade. Estão mais relaxados, com mais energia, e geralmente aproveitam este momento para retomar os tratamentos.

Fonte: creative commons
Para todos aqueles que estão nesta situação, aconselho-vos a lerem novamente as dicas para um tratamento de fertilidade bem sucedido. Sigam estas dicas e força! Está na altura de avançar!

Bjs e boa sorte!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Dicas para o primeiro dia de escola !

O dia D finalmente chegou. O M foi para a escola ! E adivinhem... correu bem! Posso até dizer (espero não me vir a arrepender) que correu muito bem! Nestes últimos dias tenho estado atarefada com os preparativos para a adaptação e início da escola do M. A nova escola é muito maior, tem meninos até aos 17 anos e ele que até aqui estava habituado a uma escola familiar passou agora para uma escola de 1040 alunos e ele é dos mais pequenos! Mas não foi só a adaptação à escola. Ele agora tem que ir de carrinha e tem que ser mais independente ... Como mãe, confesso que todas estas coisas me estavam a preocupar.  Os nossos filhos sempre serão pequeninos aos nossos olhos e eu estava com muito receio (agora posso confessar) que o meu M. tivesse alguma dificuldade. Mas foi uma surpresa enorme! Ele adorou o novo espaço, a sala de aula, o recreio e até parece não se ter importado muito nem com a comida nem com a sesta! Toda esta situação me fez pensar que muitas vezes os problemas somos nós que os criamos. Temos que "soltar" mais os nossos filhos e deixa-los provar que já são capazes. Isso torna-os pessoas mais confiantes e independentes!

Fonte: creative commons

Para aqueles pais que estão agora a fazer a adaptação dos filhos na escola, deixo-vos aqui alguns conselhos, que para mim foram muito úteis!

1) Tenham calma. Nada de correrias e pressas! 
É essencial acordarem com tempo para se vestirem e vestirem o vosso filho, para tomarem juntos o pequeno almoço e para recapitularem o que se vai passar durante o dia. No primeiro dia de escola devem pôr o despertador pelo menos meia hora mais cedo... vão ver que vai valer a pena!
2) Preparem juntos a mochila.
Em geral não é aconselhável levarem brinquedos para a escola, mas dado que é o primeiro dia, podem sempre deixa-los colocar um brinquedo pequeno na mochila para eventuais emergências.
Preparem o lanche e expliquem-lhes o que vão poder comer na hora do recreio junto dos novos amiguinhos.
3) Cheguem à escola com tempo. Expliquem-lhes onde é a sala de aula, e se possível ensinem-lhes também os outros espaços da escola (casas de banho, recreio, sala de dormir, refeitório).
4) Na hora da despedida tentem ser firmes mas carinhosos. Expliquem que o pai ou a mãe voltará mais tarde para os vir buscar. Não fiquem a olhar para ver se a criança ficou bem. Se o vosso filho ficou a chorar lembrem-se que em poucos minutos ele estará mais calmo. Não voltem para trás!  As professoras são profissionais experientes que sabem muito bem lidar com este tipo de situações... nós pais é que não!
5) Sejam pontuais na hora de irem buscar os vossos filhos. Isso dar-lhes-á segurança.
6) Respeitem os horários de descanso dos vossos filhos. Nestes períodos eles necessitam muito de descansar!
7) Transmitam-lhes ideias positivas sobre a escola! Digam-lhes que é um local para brincar e para aprender, e sobretudo um local onde se vão divertir!

Desejo-vos muita sorte!


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O momento certo não existe

Passei hoje pelo blog da Teresa Marta (nome do blog Teresa sem medo) e gostei muito dos textos publicados, especialmente um deles que acho que se aplica a todos nós. Quantas vezes adiamos decisões à espera do momento certo, ou do momento que achamos que será o correto. Quantas vezes dizemos a nós próprios que é melhor esperar, que se calhar ainda não estamos preparados? Quantas vezes buscamos desculpas e dizemos para nós próprios que ainda faltam reunir as condições todas para que por fim possamos fazer aquilo que realmente queremos?! Mas o que são realmente as condições todas? Serão desculpas que inventamos porque temos receio daquilo que queremos?

Quando penso nas coisas que fiz, e nas decisões que tomei, a única da qual me arrependo é não ter tido os meus filhos mais cedo. A desculpa sempre foi: ainda não é o momento certo. Talvez agora seja mais madura para os educar (ou não?!) mas o que é certo é que a energia de que disponho não é a mesma!

Leiam o post. E pensem. Qual o momento certo pelo qual estão à espera... será que vale a pena esperar? Ou realmente podem fazer algo para que ele aconteça já? Será que vale a pena esperar mais tempo??

http://teresasemmedo.blogspot.pt/2014/02/o-tempo-certo-nao-existe_18.html

Boa noite!

Foto: sonhandolivremente.blogspot.pt



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Teste de Compatibilidade Genética

Foto: frasesbonitasweb
Está a pensar em engravidar? … Está grávida de poucas semanas? Sabe que existe um teste que permite descobrir qual a probabilidade dos pais transmitirem uma doença genética aos filhos? São inúmeras as vantagens da realização deste teste, mas a mais importante é sem dúvida o nascimento de uma criança saudável.

Atualmente são conhecidas cerca de 7.000 doenças genéticas (doenças causadas por modificações em determinados genes) e 1 em cada 100 crianças é portadora de uma destas doenças.

Como se transmitem as doenças genéticas?

Transmitem-se por mutações (alterações) em determinados genes. Todos nós temos duas cópias dos vários genes no nosso ADN: um gene herdado da mãe e outro herdado do pai. Dependendo do tipo de gene e se ambas as cópias estão ou não alteradas podemos ou não apresentar uma determinada doença. Há vários tipos de genes causadores dessas doenças:

Os genes dominantes – basta que uma das cópias dos genes, quer seja da mãe quer seja do pai, seja alterada para que a criança desenvolva determinada doença.

Os genes recessivos – necessitam que ambas as cópias do gene da mãe e do pai se encontrem alteradas para que a criança desenvolva a doença.

No caso de doenças provocadas por genes dominantes, há geralmente vários membros da família afetados pela doença e portanto os futuros pais estão conscientes de que podem ter um filho com essa doença. Nestas situações, é o próprio casal que antes de tentar engravidar ou inclusive nas primeiras semanas de gestação, consulta um especialista para averiguar o que pode fazer para evitar que a doença seja transmitida à descendência.

No caso das doenças provocadas por genes recessivos, os pais são geralmente pessoas saudáveis, e desconhecem completamente que são portadores de uma determinada doença (pois a doença necessita de duas cópias do gene alterado para se manifestar) e portanto alguns pais são surpreendidos quando são informados que os seus bebés são portadores de uma doença genética.

Como é realizado o Teste de Compatibilidade Genética?
É realizado através da análise do ADN do sangue materno e paterno. Esta análise é feita mediante PCR (reacção em cadeia da polimerase que permite ampliar os genes) e investiga possíveis alterações em quase 600 genes que são os responsáveis pela maioria das doenças conhecidas.

Quanto tempo demora?
Pode demorar entre 3 semanas a 1 mês dependendo do laboratório onde é realizado.

Quando se recomenda realizar este teste?
• Quando as mulheres pretendem engravidar e querem conhecer o risco de transmitir doenças genéticas aos seus filhos;

• Antes de um tratamento de reprodução medicamente assistida. Nestas situações é importante saber qual o risco de transmissão destas doenças à descendência e assim definir qual o tratamento mais indicado;

• Aos casais que estão no início de uma gravidez. Os resultados do teste de compatibilidade genética, irão ajudar o médico obstetra a escolher as análises e testes mais adequados que devem ser realizados para conhecer a saúde do bebé.

Como referi existem quase 600 doenças que podem ser detectadas, entre elas a Fibrose Quística, Alfa-thalassemia, Hipotiroidismo Congénito, Fenilcetonúria (estas duas últimas doenças podem ser detetadas pelo teste do pezinho nos recém-nascidos), etc.

As doenças genéticas não têm cura, mas podem ser prevenidas com o teste de Compatibilidade Genética.

#testecompatibilidadegenetica