sexta-feira, 28 de março de 2014

O meu segundo milagre

Faz hoje 3 anos que fui mãe pela segunda vez. Faz hoje 3 anos que entrei no hospital confiante de que sabia tudo o que ia acontecer. Que me iriam colocar os monitores, iria ouvir o coração do meu bebé, logo falaria com o médico e este faria uma avaliação do meu estado, mais tarde a sala de partos e depois de algum tempo teria o meu bebé nos braços a chorar.

Quando se engravida pela segunda vez, e se a gravidez decorre sem problemas, tudo é mais tranquilo. Tudo se disfruta de outra forma. E só por isso vale a pena ter outro filho. Sabemos os sinais dos primeiros movimentos do bebé, o porquê da azia da manhã e o que fazer para evitá-la. Já sabemos qual a melhor posição para dormir e conhecemos todos os truques sobre as peças de vestuário que nos deixam confortáveis. Por outro lado, temos uma voz pequenina a falar com a nossa barriga e a mandar beijinhos para o mano. As suas mãos pequeninas que nos ajudam a colocar creme na barriga para o mano crescer à vontade e a barriga da mamã não rebentar. Durante a segunda gravidez, as visitas ao médico fazem-se de forma menos ansiosa e tudo se processa de forma mais calma… tudo à excepção das horas de descanso que desta vez estão destinadas a dar mimos e a cuidar do filho que temos cá fora.

Quando entrei naquele hospital há três anos, confiante que sabia tudo acerca do que se ia passar …. como estava enganada! Não há dúvida de que todos os partos são diferentes e que todos os bebés são únicos! E é esta originalidade, da chegada do novo ser que torna cada momento mágico. A descoberta do novo ser, do seu cheiro, da sua voz, é algo único. E não me perguntem como, mas é verdade, o amor multiplica-se!

Ter um filho foi algo muito especial na minha vida, ter dois é algo que me deixa ainda mais realizada. Adoro vê-los a brincar, adoro ver como gostam um do outro, como se zangam e fazem as pazes.

Bem sei que ter um filho hoje em dia pode ser algo complicado. A vida muda muito, são muitos os sacrifícios que temos que fazer, muitas coisas de que temos que abdicar. Há quem diga que existe a vida antes de ter filhos e depois de ter filhos. Ao ter dois, de facto a vida ainda se complica mais, mas no final de tudo, digo-vos vale a pena!

Parabéns meu amor hoje é o teu dia!

quinta-feira, 27 de março de 2014

O teste de gravidez

Há quem diga que a fase mais complicada de um tratamento de fertilidade é o período após a transferência dos embriões para a cavidade uterina (ou após a inseminação intra-uterina) até ao dia do teste de gravidez.
A maior parte das mulheres estão tranquilas durante a fase das injeções para estimular os ovários, e algumas referem que começam a ficar mais inquietas a partir do momento em que os seus embriões estão no laboratório e têm receio que estes não se desenvolvam. Mas todas são unânimes em afirmar que a pior fase do tratamento é a espera pelo dia D - O dia do teste de gravidez. Muitas perguntam se podem fazer este teste uns dias mais cedo, e se esse resultado é fiável para concluir acerca de uma possível gravidez. Resolvi fazer aqui um breve resumo do que é a BhCG para estejam mais informados.

O QUE IMPORTA SABER:

Em que consiste o teste de gravidez?
O teste de gravidez consiste na determinação da presença da hormona BhCG (unidade beta da hormona gonadotrofina coriónica humana). Este teste pode ser realizado no sangue ou na urina. As análises sanguíneas por serem uma medição quantitativa são mais rigorosas do que o teste em urina que geralmente é um teste que apenas determina a presença desta hormona (medição qualitativa).

O que é a BhCG?
A hCG é uma hormona glicoproteica composta por duas subunidades: α (alfa) e β (beta). A subunidade α é comum a outras hormonas (FSH, LH e TSH) enquanto que a subunidade β é exclusiva da hCG. Por esta razão o teste de gravidez mede apenas a presença da subunidade β.

Na fase inicial da gravidez, a secreção da hCG é muito importante pois serve para estimular a produção de progesterona pelo corpo lúteo (corpo amarelo). Quando a placenta está já desenvolvida e com capacidade para produzir quantidade de progesterona suficiente para manter o endométrio, as concentrações de hCG começam a diminuir.

Onde e quando é produzida esta hormona?
A hCG é produzida pelo trofoblasto, que é o conjunto de células do embrião, já em fase de blastocisto e que vão dar origem à placenta. O blastocisto forma-se no 5º dia após a fecundação do óvulo o e a sua implantação no útero pode dar-se por volta do 6 º - 7º dia de vida do embrião. A partir do momento em que o blastocisto está em contacto com as células do útero materno, a hCG começa a ser produzida e pouco a pouco entra na corrente sanguínea A hCG que se encontra na circulação sanguínea da mãe, é posteriormente filtrada pelos rins e parte é eliminada pela urina. Por essa razão esta hormona pode ser detectada quer seja na urina quer seja em sangue. No entanto para uma detecção precoce de gravidez o ideal será realizar sempre um teste em sangue uma vez que é ai que aparece primeiro a hormona.

No primeiro mês de gravidez, e à medida que o embrião e a placenta se vão desenvolvendo, há um aumento progressivo na produção desta hormona, de modo que em cada 2-3 dias os níveis de hCG no sangue duplicam. 

Deixo-vos uma lista com os valores de  βhCG (U/L) no soro para cada semana de gestação (fonte: Hospital Santa Maria, CHLN).

Mulher não grávida:

M: 0,0 - 5,3 U/L

Mulher grávida:

1,3 - 2 sem.: 16 - 156 U/L

2 - 3 sem.: 101 - 4 870 U/L

3 - 4 sem.: 1 110 - 31 500 U/L

4 - 5 sem.: 2 560 - 82 300 U/L

5 - 6 sem.: 23 100 - 151 000 U/L

6 - 8 sem.: 27 300 - 233 000 U/L

7 - 11 sem.: 20 900 - 291 000 U/L

11 - 16 sem.: 6 140 - 103 000 U/L

16 - 21 sem.: 4 720 - 80 100 U/L

21 - 39 sem.: 2 700 - 78 100 U/L

Como podem observar, os valores de  βhCG podem ser muito variáveis para cada semana de gestação pelo que são apenas orientativos. Não servem para determinar com exatidão o tempo de gestação.

Por vezes, se a análise da  βhCG for feita mesmo no início da gestação, o valor obtido pode ser muito baixo e o médico pode solicitar a sua repetição dois dias depois para verificar se houve uma correcta progressão da concentração da hormona.

No caso de uma gravidez gemelar, há maior produção de βHCG pelo que os valores são mais elevados.

Actualmente os testes de gravidez comprados em farmácia são bastante sensíveis e fiáveis e detectam a presença desta hormona quando a concentração é superior a 10 mIU/mL.Para uma correcta utilização destes testes, deve utilizar de preferência a urina da manhã pois é a que está mais concentrada. Se o resultado do teste de urina for negativo e a  menstruação não aparecer, convém fazer novo teste e informar o seu médico.

Sinais de alarme:
Quando a progressão da  βhCG não é adequada durante as primeiras semanas de gravidez pode querer significar que algo não está bem com o desenvolvimento do embrião ou que pode ter ocorrido uma possível gravidez ectópica (gravidez que ocorre nas trompas de Falópio). Atenção que esta avaliação deve ser feita pelo médico! Não se ponham a fazer contas quando receberem os resultados das análises!


Respondendo à questão inicial: é possível realizar um teste de gravidez uns dias antes do previsto para saber se ocorreu ou não implantação do embrião? Sim, é possível, mas esse exame deve ser realizado em sangue e não em urina. Por outro lado, corre-se o risco do resultado não ser conclusivo pois a concentração da βhCG  detectada pode ser muito baixa e o mais certo é ter que ser feita nova análise.

Todas as mulheres que realizam tratamentos de fertilidade deviam realizar um teste de gravidez em sangue mesmo que tenham tido uma hemorragia suficientemente grande para pensarem que não estão grávidas. O resultado do teste de gravidez nestas situações pode ser muito importante pois pode dar indicação de um possível aborto bioquímico. Ou seja, de que o embrião implantou mas que a gravidez não evoluiu e é muito importante detectar este tipo de situações. Por outro lado, em situações raríssimas, acontece que a mulher está grávida apesar de ter sofrido uma grande hemorragia semelhante a menstruação. Por isso, não se esqueçam de realizar sempre o teste de gravidez! Boa sorte!!!

#testegravidez


segunda-feira, 24 de março de 2014

A amamentação: pode ser difícil no início mas vale a pena tentar!

Hoje escrevo sobre algo que realmente adorei fazer: dar de mamar aos meus filhos. Foi algo que me fez sentir imensamente bem e muito realizada! Mas amamentar não é nada fácil! No início podem surgir algumas dificuldades que podem ser ultrapassadas com algumas dicas!

Os benefícios da amamentação são inúmeros: o leite materno é um alimento vivo, muito completo e salvo raríssimas excepções, é o alimento adequado para todos os bebés. Este leite não só protege os bebés contra infeções gástricas, respiratórias e urinárias, mas também evita o aparecimento de reações alérgicas (geralmente derivadas do consumo de leite de vaca) e ajuda na adaptação a novos alimentos (o sabor do leite varia consoante a alimentação materna, dai que os bebés desde muito pequenos comecem a experimentar sabores distintos). A longo prazo o leite materno está associado à prevenção de diabetes e linfomas.

Para a mãe amamentar também trás inúmeras vantagens: permite uma regressão rápida do útero, na maioria dos casos permite a recuperação mais rápida do peso que tinha antes de engravidar, está associada a uma menor incidência de cancro da mama e, depois de superadas as dificuldades, é muito gratificante! Por outro lado, durante o período de amamentação, os níveis de prolactina (hormona) sobem e vão inibir a produção de outras hormonas. Como resultado a mulher deixa de ter ovulação e na teoria não consegue engravidar durante esse período. Apesar de válida esta afirmação, é sempre bom aconselhar-se com o seu médico e perguntar se é necessário fazer algum método anticonceptivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o leite materno deva ser dado em exclusivo (sem introdução de outros alimentos  com por exemplo a água,  e os chás) até aos 6 meses de idade, podendo ser complementado com outros alimentos até aos 2 anos.

Todas as mulheres devem ter o direito de amamentar os seus filhos e em muitos locais de trabalho já há alguma consciencialização para este facto.

Há vários aspectos que são importantes para que a amamentação seja bem sucedida e por essa razão, a OMS e a UNICEF em parceria definiram uma lista de medidas que deviam ser implementadas e aos hospitais que cumprem essas medidas nos seus serviços de saúde de apoio à grávida e ao bebé, passaram a ser designados "Hospitais Amigos de Bebés".

10 Medidas Hospitais Amigos dos Bebés

Se tiverem dúvidas relativamente ao processo de amamentação aconselho-vos a visitarem também o site da SOS Amamentação! Lá poderão encontrar não só informações muito úteis como também os contactos telefónicos dos voluntários que estarão prontos para vos ajudar!

Ao amamentar criam-se ligações únicas com os filhos, é o contacto com a pele, é o calor transmitido, são carícias intermináveis, no fundo é um momento só vosso em que ninguém deverá incomodar. Força! Não desistam de o fazer!

#amamentação


sexta-feira, 21 de março de 2014

Hoje é o Dia Mundial da Trissomia 21

Hoje é assinalado em todo o mundo o dia da Trissomia 21.

A trissomia 21, mais frequentemente conhecida como a síndrome de Down, é uma doença genética, provocada por alterações no par de cromossomas 21.

Fotografo: Eduardo Guilhon
Os seres humanos têm normalmente duas cópias de cada cromossoma. Na maioria dos portadores de síndrome de Down existem três cópias do cromossoma 21 (em vez de duas) - dai o nome de trissomia. Em situações menos frequentes (5% dos casos), o material genético em excesso não é um cromossoma 21 inteiro mas sim uma parte do cromossoma ligado a outro cromossoma (alteração chamada de translocação), ou pode também acontecer que apenas umas células da pessoa possuam um cromossoma extra (alteração designada de mosaicismo).                                               

Os portadores da síndrome de Down têm características físicas específicas e um défice cognitivo.Esta doença, causada por um defeito genético durante a gravidez, tem maior incidência em gestações em que a idade materna é superior a 35 anos.

A Síndrome de Down não tem cura, no entanto, se estas crianças forem devidamente acompanhadas, se possível por múltiplos profissionais de saúde, é possível melhorar as suas condições de vida de forma significativa.

Em Portugal, um em cada 800 bebés nasce com trissomia 21 (dados da associação de pais 21).

O dia Mundial da Trissomia 21, serve para chamar a atenção de todos nós para o conhecimento da doença e para o dever da sociedade estar receptiva às pessoas portadoras de síndrome de Down, respeitando-as, e dando-lhes oportunidades para trabalhar e para viverem em sociedade.

Queria também partilhar convosco um vídeo que foi feito para as futuras mães de crianças com trissomia 21. É um vídeo muito emotivo! Vale a pena ver!
Que tipo de vida o meu filho vai ter?



Divulguem esta informação! 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Prevenção de incêndios em casa, é possível?

Esta semana estive presente numa formação sobre sensibilização no combate a incêndios. Confesso que o meu pensamento inicial não foi de entusiasmo já que esta acção me ocupou durante todo o dia. Contudo, à medida que o formador ia falando achei interessantíssimo pois o que estava a aprender, não só podia ser aplicado na minha actividade laboral mas também era muito útil para aplicar em casa e proteger os meus. 

Apesar desta formação ser de carácter obrigatório, nem todos os cidadãos têm consciência de como proceder em situações de incêndio. Isto porque um incêndio numa fase muito inicial pode ser controlado por nós, e porque nem sempre os bombeiros podem chegar a tempo de evitar a propagação do fogo.

Deixo-vos aqui algumas noções básicas e muito úteis que aprendi! Leiam-nas! Podem salvar vidas! Podem salvar a vossa vida!

Muito resumidamente, para haver fogo, é necessário a presença em simultâneo dos seguintes elementos:

- Combustível (madeira, gasolina, álcool, benzeno, papel, etc)

- Comburente (oxigénio da atmosfera);

- Energia de activação ((fósforos, pontas de cigarros, instalações geradoras de calor, electricidade estática, descarga eléctrica da atmosfera; atrito, reacção química, etc).

Portanto, se quisermos prevenir um incêndio basta evitar que estes três elementos estejam em contacto e se quisermos extinguir um incêndio temos que limitar a concentração de cada um deles.


MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS:

Limitação do comburente

O comburente por excelência é o oxigénio. Este método consiste em reduzir a concentração de oxigénio ou no seu isolamento. Por exemplo. Se tivermos uma frigideira com óleo a arder, um dos métodos para apagar o fogo é colocar uma tampa em cima da frigideira e assim reduzir a concentração de oxigénio. A partir do momento em que todo o oxigénio for consumido o fogo pára pois deixa de ter comburente. Atenção, que após a colocação da tampa, devemos esperar uns minutos antes de a levantar! Ela pode estar quente e podemos queimar-nos! Além disso o fumo gerado é tóxico!

- Arrefecimento ou redução da temperatura

Neste caso, o objectivo é eliminar o calor do fogo de modo que a temperatura do combustível seja inferior à da combustão. A água como tem uma grande capacidade para absorver energia é utilizada para estes fins.
 
- Redução ou isolamento do combustível

Se tivermos um fogo na cozinha que foi provocado pela presença de gás canalizado. O primeiro que devemos fazer é fechar a torneira do gás. Deste modo estamos a limitar o combustível.

- Químico

Consiste em impedir a formação de radicais livres. Neste tipo de incêndios utiliza-se o pó químico.

CLASSES DE FOGOS

É importante sabermos as classes de fogos para sabermos que tipo de extintores utilizarmos.
No quadro foi feito um pequeno resumo.

                                                                                  (fonte: NP EN 2 - 1993 )

Na tabela falta acrescentar os fogos classe F que são aqueles que dizem respeito aos fogos que envolvem produtos para cozinhar em aparelhos de cozinha. Os mais comuns envolvem óleos e gorduras vegetais e animais.

Nas nossas casas, os tipos de fogos mais comuns são os fogos de classe A que ocorrem da combustão de materiais sólidos e os fogos de classe F que ocorrem na cozinha com os óleos de fritar.

O tipo de extintor mais recomendado para ter em casa é o extintor de água ativada ABF. Este extintor também pode ser utilizado em incêndios no quadro elétrico pois a tensão que utilizamos em casa não é muito elevada.  A grande vantagem destes extintores relativamente ao extintor de pó químico ABC que foi inicialmente implementado nos edifícios, é que a água ativada é muito mais limpa e não produz fumos nem é tóxica para o ser humano. A utilização do pó químico deve ser feita maioritariamente em locais abertos uma vez que este pó é corrosivo e dificulta a visibilidade em caso de fuga.


DICAS RÁPIDAS:

Incêndios que envolvam gás canalizado - acção imediata é fechar a torneira do gás.

Incêndios na frigideira do óleo - tapar a frigideira com uma tampa de uma panela, ou utilizar uma manta própria para fogos. Mas NUNCA utilizar àgua da torneira!!!! A água canalizada vai criar uma explosão o que vai aumentar o incêndio.

Incêndios no quadro elétrico - utilizar o extintor de água ativada.

Se virem que não conseguem eliminar o fogo. Fechem a porta da habitação onde ele está. Chamem o 112 e saiam de casa. Avisem todos os vizinhos que possam estar no edifício para que este seja evacuado!

Lembrem-se: é importante estarem preparados pois nem sempre os bombeiros têm tempo de chegar ao local no tempo adequado! 


Bibliografia consultada:
- António Matos Guerra (2012) Manual de brigadas de incêndio,  3ª edição, Escola nacional de bombeiros, Sintra.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Sugestão para organizar o seu tratamento de fertilidade

Quando um casal vai a uma consulta de infertilidade é muito importante que tenha consigo todos os exames e análises efectuados. Todos os dados são importantes para que o médico possa definir quais os próximos passos e qual o tratamento a realizar.

Por outro lado, como devem saber, cada vez que realizam um tratamento de infertilidade, devem assinar um consentimento que serve como prova de que o casal foi informado e autorizou a realização desse tratamento. Sempre que assinarem um consentimento peçam uma cópia. É importante saberem mais tarde quais foram as vossas escolhas, sobretudo quando se trata do destino a dar aos embriões congelados.

O meu conselho é que preparem uma pasta onde possam colocar todos os vossos documentos:
  • analíses clínicas;
  • espermogramas;
  • exames médicos (exemplos: histerosalpingografia, histeroscopia, mamografia, etc.
  • relatórios de tratamentos de infertilidade.

Coloquem também um par de folhas brancas onde possam ir apontado as dúvidas que surjam e para que nada vos escape durante as consultas!

Esta pasta pode ser muito útil sobretudo se o casal mudar de centro de fertilidade, pois há muitos exames que não serão necessários repetir! Ela será como um diário, e será um guia para futuros tratamentos!

FELIZ DIA DO PAI!!!

A todos os pais,
A todos os futuros pais,
A todos os aspirantes a pais

Ao meu pai!

Um Feliz Dia!!!

"Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um facto inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar."  Russell , Bertrand

segunda-feira, 17 de março de 2014

Fecundação in vivo e fecundação in vitro, quais as diferenças?

Perguntas e respostas.

A fecundação in vivo ocorre dentro do corpo da mulher, enquanto que a fecundação in vitro ocorre fora do corpo da mulher.

Quais os procedimentos utilizados em cada uma?

Fecundação in vivo:
- Fecundação espontânea (sem qualquer monitorização);

- Coito programado (consiste em estimular os ovários da mulher para ajudar a produzir mais do que um ovócito e mediante monitorização do crescimento folicular, é programado o dia em que o casal deve ter relações sexuais);

-Inseminação artificial (o processo é idêntico ao do coito programado, com a excepção de que o casal não tem relações sexuais. No dia em que fôr programada a ovulação, o sémen é preparado em laboratório de modo a seleccionar os melhores espermatozóides, para depois estes serem colocados na cavidade uterina).

Fecundação in vitro:
Existem duas técnicas de fecundação in vitro. Em ambas as técnicas se requer uma estimulação prévia dos ovários da mulher de forma a obter um maior número de folículos. O crescimento dos foliculos é monitorizado mediante ecografia e análises serologicas, e no dia em que fôr programada a extração dos óvocitos (punção ovárica), o sémen é preparado também em laboratório. 

- Fecundação in vitro convencional (FIV)
Esta técnica é utilizada nas situações em que a concentração dos espermatózoides é elevada. Consiste em colocar os ovócitos em meio de cultura com espermatozóides e estes vão competir entre si para fecundarem os ovócitos;

- Microinjeção espermática (ICSI)
É uma técnica muito utilizada nos casos em que existe baixa concentração de espermatozóides ou fraca mobilidade. É o biólogo quem seleciona os espermatozóides baseando-se na sua mobilidade e morfologia, e com a ajuda de uma pipeta vai injectar esse espermatozóide num ovócito. Esta técnica é muito mais complexa uma vez que requer um aparelho de microinjeção e um microscópio.

As taxas de gravidez são idênticas?

A fecundação in vitro apresenta taxas de gravidez muito mais elevadas do que a fecundação in vivo.
Podemos dizer no geral que a fecundação in vivo apresenta taxas de gravidez na ordem dos 15-20% (sendo que se obtém melhores resultados com a inseminação artificial do que com o coito programado) e a fecundação in vitro apresenta taxas de gravidez na ordem dos 50%. Neste caso, geralmente os resultados são melhores com FIV do que com ICSI (uma vez que o ICSI é utilizado maioritariamente  nas situações em que a concentração seminal é baixa). 

Por qual começar?
Se um casal é jovem e não apresenta nenhum problema aparente, isto é, se as trompas de Falópio e o útero estão bem e se a qualidade do sémen é normal, o médico vai indicar ao casal  a fecundação in vivo. Na maioria das vezes, o casal pode começar por realizar duas tentativas de coito programado, e se esta técnica não funcionar, pode fazer até quatro tentativas de inseminação artificial. Só depois, de esgotadas estas opções, o médico poderá sugerir a fecundação in vitro. Note-se que o número de vezes que médico propõe ao casal o coito programado ou inseminação artificial pode variar.

Os custos são idênticos?
As técnicas de fecundação in vitro são muito mais caras. Não só porque são técnicas que ocorrem em laboratório, são técnicas mais complexas, mas também porque envolvem um maior gasto de medicação para estimular a mulher uma vez que se requer a obtenção de mais ovócitos e porque envolvem também a extração dos ovócitos.

Espero que não tenham dúvidas!

Foto: autor Bruce Blaus. Wikimedia Commons.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Será que a infertilidade é o preço que estamos a pagar por uma vida mais longa?

Vi um artigo no jornal “The guardian” que refere a existência de uma ligação entre longevidade e fertilidade. Achei interessante e resolvi partilhar as ideias principais.

No artigo, mencionam que uma redução numa hormona que controla o metabolismo (a IGF-1, insulin-like growth factor 1) aumenta a probabilidade de viver uma vida longa e saudável mas tem consequências no que toca à fertilidade.

Esta hormona, IGF-1, promove o crescimento dos tecidos desde a gestação até à infância, e contribui para o desenvolvimento do cérebro, crescimento de músculos e ossos e para a maturação sexual.
É durante a infância e a puberdade que apresentamos os níveis mais altos desta hormona.

Há já algumas décadas que se pensa que fertilidade e longevidade estão interligadas. A teoria avançada nos anos 70 era que o nosso corpo teria uma reserva limitada de energia, e que esta podia ser utilizada ou para reparar os nossos tecidos à medida que estes envelheciam ou poupada para que nos pudéssemos reproduzir.

Recentemente, estudos realizados em minhocas demonstraram que estas têm um mecanismo especial que lhes permite sobreviver ao stress ambiental: a diminuição da IGF-1 leva a que estes animais hibernem deixando de se poder reproduzir.

Da mesma forma foi descoberto que o mesmo tipo de hormona em mamíferos, permite controlar os gastos energéticos, permitindo a reparação celular (que evita por exemplo doenças como o cancro). Foi também observado que elevados níveis da mesma hormona em humanos conduz a um maior risco de desenvolver doença de Alzheimer.

O interessante é que os níveis desta hormona não são apenas uma herança genética, eles dependem também da nossa alimentação. E se pudéssemos influenciar os níveis de IGF-1 alterando a nossa dieta? É sabido que nos animais uma dieta pouco calórica aumenta a sua longevidade.

A questão é: estaria disposto a sacrificar a sua fertilidade para viver mais tempo? É uma pergunta difícil! Eu não saberia o que responder! E vocês?

Deixo-vos o link da notícia no The Guardian para o caso de quererem ler mais.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Dicas que ajudam a enfrentar um tratamento de fertilidade com sucesso

Como sabem, há muitos factores que não dependem do casal para que o tratamento de fertilidade termine com êxito. Contudo, há acções e atitudes que o casal pode tomar para ajudar no caminho para o sucesso!
Deixo-vos as minhas sugestões:

1) Se a mulher necessita perder peso, faça-o antes de iniciar um tratamento de fertilidade. Está provado que o excesso de peso pode ser prejudicial e que as taxas de gravidez são menores para as senhoras com excesso de peso;

2) Eliminem os hábitos tóxicos como o tabaco e o álcool;

3) Façam uma alimentação saudável e equilibrada, rica em vegetais e a mulher deve começar a tomar ácido fólico para evitar malformações no futuro bebé (falem com o médico sobre este tema);

4) Mantenham-se ocupados. Deixar de trabalhar pode não ser a decisão adequada quando se está a realizar tratamento ou mesmo depois da transferência dos embriões. Se no caso da mulher o trabalho não obrigar a grandes esforços, é aconselhável que ela não fique em casa. É importante distrair-se, e não estar sempre a pensar que está em tratamento;

5) Procurem informar-se bem acerca dos vários tratamentos de fertilidade que existem e das taxas de sucesso de cada um deles. Os tratamentos mais utilizados são a inseminação intra-uterina, a fecundação in vitro, a microinjecção e a doação de óvulos ou espermatozóides;

6) Não digam a todos os amigos e familiares que estão a realizar tratamento. Como é natural, as pessoas preocupam-se convosco e o mais normal é que estejam constantemente a perguntar como está a correr tudo. Isto só vai gerar mais ansiedade. Se acharem necessário, contem a um amigo que vocês saibam que vos vai compreender e apoiar nas decisões tomadas. Afinal também é importante poder desabafar!

7) Cuidem da vossa saúde mental! Dados obtidos pela Sociedade Americana de fertilidade revelaram que o estado emocional pode influenciar o resultado final do tratamento. As mulheres que estão muito ansiosas, acabam por ovular 20% menos e os seus óvulos fecundam menos 30% do que as mulheres que não estão ansiosas. Outra agravante é que também o aumento do estado de ansiedade pode conduzir a um aumento da taxa de aborto em 20%;

8) Não se isolem. É importante continuarem com a vossa vida social, sentirem que a vossa vida continua a decorrer de modo normal, que nada mudou porque vocês estão a fazer um tratamento;

9) Estejam unidos, é importante nesta fase poderem partilhar as vossas emoções. É fundamental fomentar a comunicação e a resolução dos problemas em conjunto;

10) Se acharem necessário, porque não pedir ajuda de um psicólogo? Hoje em dia todas os centros contam com a ajuda de um psicólogo especializado e que vos poderá ajudar a controlar melhor os estado de stress e de angústia que possam surgir;

11) Conversem com o vosso médico! Não se coíbam de tirar todas as dúvidas. E depois de tudo bem esclarecido, relaxem e confiem pois o vosso caso está nas mãos de profissionais qualificados que de tudo farão para que o tratamento corra bem!

Fico à espera dos vosso comentários e sugestões! 

Boa sorte! 

quarta-feira, 12 de março de 2014

Os erros mais frequentes que cometemos na educação dos nossos filhos


Primeiro estamos algum tempo sem filhos, falamos neles, sonhamos com o número de filhos que queremos ter, depois estamos outro tempo a tentar ter filhos e quando finalmente somos pais, não nos sentimos preparados para a enorme aventura que é a de educar uma criança. De repente todas as ideias que tínhamos e tudo aquilo que idealizávamos para os educar torna-se muito complicado de pôr em prática.

Ser pai e mãe é algo que se aprende! Mas durante esta aprendizagem surgem muitas dúvidas, algumas dificuldades e por vezes também muitos equívocos. É importante conhecer quais os erros mais frequentes que a grande maioria dos pais comete para nós também estarmos preparados e não os repetirmos. Sobretudo é importante estarmos informados, já que os bebés não vêm com livro de instruções!

Tenho dois filhos pequenos e como todos os pais por vezes me surgem imensas questões no que respeita à sua educação. Recentemente estive a procurar artigos sobre a educação das crianças e resolvi recompilar numa lista os erros mais frequentes que os pais cometem. Achei importante partilhar!

Alguns dos erros mais frequentes que cometemos na educação dos nossos filhos:

- Distrair as crianças na hora da alimentação 

Na hora das refeições não disperse a criança com outros entretimentos. Muitas vezes nos queixamos de que os nossos filhos não comem e ligamos a televisão, fazemos “o aviãozinho”, tentamos no fundo que ela se esqueça que está a comer. Isso é errado. Ela deve ter noção de que a alimentação é fundamental para o seu crescimento e que se ficar sem comer pode ficar doente.

Desde cedo prepare pratos coloridos e dê ao seu filho uma comida diversificada para que ele se habitue a comer de tudo e não enjoe. Uma alimentação equilibrada é muito importante pois poderá evitar o aparecimento de distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia.

- Ausência de regras claras – muitas vezes impomos regras sem explicar os seus motivos de uma forma clara.

Quando impomos uma regra é importante explicar o porquê dessa regra para que a criança entenda porque razão não deve quebrar essa regra. As regras são fundamentais para viver em sociedade e desde cedo é importante que as crianças tenham consciência de que devem ser cumpridas e respeitadas. As regras devem ser claras e simples para não gerar confusão! 

- Excesso de mimos?

Os mimos são fundamentais para um crescimento saudável, só que em excesso podem ser prejudiciais para a criança. Desde pequena a criança deve aprender que não pode fazer tudo o que quer, nem pode ter tudo o que deseja. É bom que tenha a noção de limites e que saiba respeitar os outros e sobretudo que por vezes para conseguir os seus objectivos tem que lutar por eles. As crianças muito mimadas geralmente sentem-se o centro do mundo e isso pode trazer problemas mais tarde na adaptação à escola. Saiba dizer “não” ao seu filho! É importante para ele e para si!

- Demonstrar desacordo em determinadas situações

Por vezes os pais e as mães podem não ter a mesma opinião no que toca à educação dos filhos. No entanto, não lhes devem demonstrar que estão em desacordo. Se o fizerem, acabam por estar a desautorizar-se entre si e dão a impressão de que as normas são arbitrárias. E claro, as crianças com o tempo aprendem a utilizar estas diferenças a seu favor!

Nunca digam ao vosso filho “pergunta à tua mãe”, digam antes, “vou discutir o assunto com a tua mãe e já te damos a resposta”. Deste modo evitam que a criança fique com a ideia de que um dos progenitores tem mais poder nas decisões. Além disso os pais ficam com mais tempo para pensar na resposta!

- Comparar um filho com os seus irmãos ou com outras crianças

Cada criança é diferente e portanto a relação dos pais com os filhos também não é a mesma. Não devemos nunca cair no erro de comparar um filho com os seus irmãos ou com outras crianças. Frases do género: “aprende do teu irmão” ou “ o teu amiguinho porta-se tão bem porque é que tu não” devem ser evitadas. Estas frases acabam por ter um efeito negativo, diminuem a auto-estima da criança, geram inveja e ciúmes.

- Os maus exemplos

Os pais são a referência dos filhos. Desde muito pequenos que as crianças nos tentam imitar. Por essa razão é muito importante dar bons exemplos. Sobretudo porque os exemplos valem mais do que as palavras. Quando depois de explicar aos nossos filhos mais de mil vezes que não devem atravessar a rua com o sinal vermelho, e o fazemos, acabamos de transmitir a ideia de que esta regra se pode infringir e que não há problema nisso. A criança irá ficar baralhada e no final o que é válido será o exemplo do pai.

Educar é uma tarefa difícil e complicada para a qual nós não fomos treinados. Guiamo-nos muitas vezes por exemplos deixados pelos nossos próprios pais. Não deixem de educar os vossos filhos com muito amor e tentar manter a calma nos momentos mais enervantes. Educar é algo maravilhoso!

Esta pesquisa serviu-me para reflectir. Espero que seja também útil para vós! E por favor partilhem opiniões e dicas! 

segunda-feira, 10 de março de 2014

A viagem dos espermatozóides até ao ovócito

Sabiam que um espermatozóide para chegar a um ovócito tem que percorrer uma distância equivalente à distância que um homem teria que fazer entre Lisboa e Nova York?! Nada mais que 5.000 Km!!!

Após uma relação sexual desprotegida, os espermatozóides entram na vagina a uma velocidade de aproximadamente 16 Km/h. Até chegarem ao ovócito vão ter que atravessar o colo do útero, o útero, e as trompas de Falópio, uma distância aproximada de 20 cm.

Durante esse percurso muitos obstáculos vão ter que ultrapassar:
  • o ambiente ácido do útero que pode chegar a destrui-los;
  • as vilosidades do útero que podem empurrar os espermatozóides para trás;
  • os glóbulos brancos da mulher, células responsáveis por destruir corpos estranhos no organismo (exemplo: bactérias, vírus, etc.) e que podem atacar os espermatozóides;
  • o facto de entrarem na trompa de Falópio “errada” (isto é, aquela onde não ocorreu a ovulação).

Mas nem tudo são adversidades! O líquido seminal (composto por secreções da vesícula seminal, próstata e glândula bulbouretral, e que juntamente com os espermatozóides formam o sémen) além de ter um efeito protector dos espermatozóides pelas suas características básicas, neutralizando assim as condições acídicas do útero é composto por nutrientes que dão energia aos espermatozóides. Por outro lado, durante a ovulação, a mulher produz um muco que facilita a mobilidade dos espermatozóides, e além disso, durante esta fase, o colo do útero está mais aberto permitindo assim a passagem de um maior número de espermatozóides.

Os espermatozóides mais rápidos podem alcançar o ovócito em 45 minutos enquanto que os mais lentos podem demorar cerca de 12 h. O que é certo, é que os espermatozóides sobrevivem até 72 h no útero. Enquanto que um ovócito só aguenta 24 horas. A fecundação é pois um processo que para ocorrer tem que estar muito bem sincronizado… é um milagre da vida!

Deixo-vos o link de um video que gostei muito sobre esta viagem. Espero que gostem! 

sábado, 8 de março de 2014

O porquê do dia Internacional da Mulher?

Para refletir:
- Nos direitos da mulher;
- No papel da mulher na sociedade;
- Na igualdade de oportunidades;
- No direito à não violência.

FELIZ DIA DA MULHER!!!


 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Um desabafo...

Hoje fiquei triste. Fiquei triste porque uma grande amiga minha acabou de abortar. Tinha sido o seu segundo tratamento de fecundação in vitro, após 5 anos de tentativas para engravidar.

Estava tão contente com este resultado positivo. Na ecografia já se tinha visto um saquinho com o seu embrião e inclusive um esboço de batimentos cardíacos. Mas infelizmente o embrião não avançou. Hoje telefonou-me lavada em lágrimas a dizer que tinha perdido o embrião. Que durante a noite tinha perdido imensa quantidade de sangue e hoje de manhã ao fazer uma ecografia de urgência o médico lhe comentou que já não tinha saco embrionário... Fiquei triste, fiquei também eu angustiada. De facto nesta profissão recebemos inúmeras alegrias mas por vezes também algumas más notícias. Já lhe disse para ter calma, que pode ser uma questão de tentativas. Que ainda tem alguns embriões congelados... mas entendo, o enorme sacrifício psicológico e financeiro que é passar outra vez por um novo tratamento.

Revolta-me que o Estado e a nossa sociedade que se mostram tão preocupados com o decréscimo da taxa de natalidade destes últimos anos ainda não tenha pensado em nada para ajudar os inúmeros casais que pretendem ter filhos. Revolta-me que não exista ainda nenhum plano de salvação para a família. O nosso país está a envelhecer a olhos vistos, e ainda não vimos medidas eficazes para tentar equilibrar este envelhecimento. É uma pena.

Desde este meu cantinho envio-te um enorme beijo cheio de amizade! Desejo-vos calma e muita força para rapidamente superarem este momento.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Os aspectos emocionais que podem surgir durante um tratamento de Infertilidade


Apesar da infertilidade ser um problema físico, ela pode ser responsável por transtornos emocionais e afectar profundamente quem dela padece. As espectativas das pessoas que iniciam os tratamentos são no princípio muito altas, pensam que em pouco tempo terão conseguido o seu objectivo mas, infelizmente, consoante o passar dos meses e a gravidez não acontece, a angústia e a incerteza quanto ao projecto de parentalidade vai aumentado e começam a surgir problemas emocionais importantes.

A infertilidade pode ser responsável por danificar a auto-estima de uma pessoa, por em causa a sua sexualidade e também gerar conflitos nas relações pessoais, na vida social e prejudicar o bem-estar do casal.

A grande maioria dos casais que enfrentam problemas de infertilidade referem ver grávidas e bebés por todos os lados. É como se tivessem sido excluídos de uma sociedade onde todos conseguem ampliar a família sem problemas. Dizem que se sentem incómodos quando lhes perguntam porque ainda não tiveram filhos e evitam estar com casais com filhos. No final a grande maioria destes casais termina por se isolar, por ser sentir tristeza, frustração, ansiedade e impotência na resolução do seu problema.

Depois há a ignorância da nossa sociedade que por desconhecer o que é a infertilidade, respondem que o problema deve ser o stress, que com umas férias o problema do casal deveria ficar resolvido. O facto é que 90% das causas de fertilidade são causas físicas, não são geradas por stress. O stress sim, esse é gerado pela infertilidade!

Quando o stress emocional da infertilidade aparece, com ele chegam também conflitos não resolvidos no presente e no passado o que pode gerar uma crise de identidade e no casal. Alguns desses casais acabam por não resistir aos tratamentos de infertilidade e acabam por se separar.

Por todos estes motivos, os casais que vivem esta problemática, deveriam contar com o apoio médico (ginecologista e em alguns casos urologista), mas também com o apoio de um psicólogo para os ajudar a superar as dificuldades que possam surgir.

Penso que é importante o casal conversar, conversar muito. Pensar na sua vida com e sem filhos. Ter algum amigo/a de confiança ou um familiar com quem possam desabafar e que os oiçam. Mas sobretudo, e o meu conselho é que não subestimem os vossos sentimentos. Procurem a ajuda de um psicólogo. E muito importante fortaleçam a vossa relação, é importante estarem unidos!

As minhas palavras mágicas são: calma, força e perseverança! O vosso momento há-de chegar!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porque os famosos também recorrem a tratamentos de fertilidade…

Estamos também em época de óscares! E por isso lembrei-me de vos recordar que a infertilidade é um problema universal! Toda aquela gente famosa que passa pela passadeira vermelha, com vestidos lindíssimos e jóias de valor incalculável, são pessoas de carne e osso, como nós, que também têm os seus problemas. Achei interessante estes famosos tornam públicos alguns dos seus problemas, nomeadamente a dificuldade em engravidar. Penso que ajudam a divulgar um problema que existe e que tem que ser cuidado. Deixo-vos o exemplo de algumas das celebridades que recorreram a tratamentos de fertilidade. Porque este é um problema que afecta muitos casais e os famosos não são excepção!

Courteney Cox e David Arquette



Sarah Jessica Parker e Matthew Broderick



Celine Dion 


Brooke Shields


terça-feira, 4 de março de 2014

Máscaras de carnaval de última hora

Chegou o Carnaval!!!!

Este Inverno comprei um livro óptimo com algumas ideias para mascarar os meus filhos no Carnaval.
São máscaras muito simples, algumas delas podem ser as próprias crianças a executa-las!

O livro chama-se "Creando disfraces con los niños" de Véronique Guillaume.Editorial Zendra Zariquiey.
O único problema é que está em espanhol :)
Deixo-vos as sugestões que mais gostei:

A Havaiana: 


A Zebra:


Este fim de semana experimentei fazer esta máscara de zebra e ficou muito gira!

Divirtam-se!!! Bom Carnaval!!!





segunda-feira, 3 de março de 2014

Cuidado com a publicação de fotos dos nossos filhos na internet!

Vi um artigo no blog a mulher é que manda intitulado - Há fotografias dos nossos filhos que não podem estar na internet - que resolvi partilhar.

O artigo alerta-nos para a importância dos cuidados a ter quando colocamos fotos dos nossos filhos na internet e leva-nos a reflectir um pouco sobre a publicação ou não de determinadas fotos. Nomeadamente aconselha não publicar imagens nas seguintes situações:
  1. Fotografias de bebés só de fralda, nus ou a tomar banho;
  2. Fotografias de crianças com a farda do colégio;
  3. Fotografias com pistas sobre a morada da criança;
  4. As fotografias que os seus filhos não quererão ver divulgadas quando forem mais crescidos;
  5. Fotografias de crianças sem que os pais tenham autorizado;
  6. Fotografias com identificações de GPS.
Achei interessante. Vale a pena lê-lo!
Penso que os cuidados devem ser os mesmos que temos habitualmente com os nossos filhos. Mas agora falamos de um meio onde é muito fácil aceder às nossas informações de uma forma quase anónima e difícil de controlar.
Na minha opinião, e como já devem ter percebido não sou apologista de publicar fotos dos meus filhos na internet. Penso que não tenho esse direito. Mas claro, cada um é livre de fazer o que bem entender.

A mulher é que manda: http://amulherequemanda.sapo.pt/ha-fotografias-dos-nossos-filhos-que-nao-podem-estar-na-internet