sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Maldita constipação que teima em não nos deixar!

Esta foi a semana dos médicos... notou-se... fiquei sem tempo para escrever! Tenho o pessoal cá de casa todo doente. Na verdade é só uma constipação, mas daquelas que teima em não desaparecer! Começou com o mais novo com o nariz a pingar, logo tosse... e depois foi partilhando com o resto da família. Bem, com todos ainda não. Eu ainda me estou a aguentar! 

O pior é que as visitas ao médico também não são muito produtivas, "é uma virose pode demorar até 10 dias a passar, deve hidrata-lo bem e colocar soro no nariz. Não há mais nada a fazer se não esperar que passe". Mais nada?! E que faço eu para sobreviver a tantas noites mal dormidas? Tantas horas de sono perdidas? Sim, porque o pequenino fica em casa e bem sei que dorme de dia... mas e eu?! Eu que passo as noites levantada para o tapar, para lhe dar a chucha, para o consular. Ser pai é o melhor que há, mas nestas alturas custa! A verdade é depois da consulta o
rapaz nunca esteve tão bem hidratado!. Dou-lhe água minuto sim, minuto sim com a esperança de poder  fazer desaparecer a maldita constipação!!! E com o passar dos dias até parece que o médico tinha mesmo razão!

Marcha mundial pela Endometriose - 13 de Março


A 13 de Março de 2014, realizar-se-á em várias capitais por todo o mundo, uma marcha com o intuito de divulgar a Endometriose.


A endometriose é uma doença que afecta 1 em cada 10 mulheres e pela diversidade dos sintomas pode ser difícil de detectar. Consiste no crescimento do tecido do endométrio fora do útero o que conduz a uma reacção inflamatória crónica. Os locais geralmente mais afectados são os ovários, o recto, bexiga e intestinos.

A dor é o principal sintoma da endometriose e que mais interfere com o bem-estar físico da mulher. Esta dor varia consoante a extensão da endometriose e se está a afectar vários órgãos ou não. As dores podem aparecer em variadas situações: durante a menstruação, durante as relações sexuais, dores ao urinar. Apesar de pouco usual, também há mulheres que não apresentam qualquer tipo de dor ou sintoma.

A marcha vai ter inicio no Terreiro do Paço às 15h mas antes podem assistir a uma palestra para divulgação da doença e muitas outras actividades. Vejam o programa e participem: Marcha mundial pela Endometriose

Porque a endometriose existe e deve ser tratada! O importante é estarem informadas, e informarem as vossas amigas. Visitem o site da Associação Portuguesa de Apoio às Mulheres com Endometriose. Apoiem esta causa! 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quantos embriões devemos transferir para a cavidade uterina?

É uma das perguntas frequentes que os casais colocam durante o primeiro tratamento de fertilização in vitro.
Alguns não têm dúvidas em transferir dois embriões, ou porque querem engravidar de gémeos ou porque preferem aumentar as probabilidades de gravidez.

Outros casais pelo contrário, não querem correr o risco de ter uma gravidez gemelar e preferem transferir para a cavidade uterina apenas um embrião, mesmo que isso implique uma diminuição da probabilidade de gravidez.

Ambas as decisões são válidas, mas será conveniente que o casal se aconselhe com a equipa médica antes de realizar a transferência dos embriões. Deixo-vos uma lista dos aspectos que devem ter em conta, e que fazem parte das perguntas que devem fazer aos clínicos antes de tomarem uma decisão.

Aspectos importantes para decidir quantos embriões transferir para a cavidade uterina:

- Qualidade dos embriões.
Se os embriões obtidos no tratamento são no geral de boa qualidade, em princípio as probabilidades de gravidez devem ser altas quer seja transferido um embrião ou dois;

- Idade da mulher.
Sabemos que a partir dos 40 a probabilidade de gravidez começa a diminuir pois os embriões começam a apresentar anomalias genética, nestes casos é quase sempre aconselhável transferir dois embriões;

- Preparação e crescimento do endométrio.
O endométrio é o tecido que reveste o útero. Em algumas mulheres torna-se difícil reunir as condições adequadas para a transferência de embriões. Se este for o seu caso, é mesmo importante falar com o seu médico e reflectir se não será mesmo melhor transferir dois embriões para aumentar as probabilidades de gravidez;

- Número de dias de vida dos embriões.
Quanto mais tempo os embriões ficam em laboratório maiores serão as probabilidades de gravidez, isto porque sabemos que continuaram o seu desenvolvimento embrionário para um novo estado mais avançado e mais diferenciado: o blastocisto. Em geral as probabilidades de gravidez são altas quando se transferem blastocistos, sobretudo em mulheres jovens.

Depois de transferir os embriões, relaxem, qualquer que tenha sido a vossa decisão quanto ao número de embriões a transferir, ela foi a correcta, pois foi a que vos deixou mais tranquilos. Boa sorte !

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

XXS distinguida com prémio europeu

A Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro (XXS) está de parabéns! Esta associação foi a primeira associação membro da “Foundation for Care of Newborn Infants” (EFCNI) a ser distinguida com o prémio "Our Common Future", no 10º encontro de Associações de Pais de Bebés Prematuros da EFCNI, que se realizou em Munique durante este mês de Fevereiro.


Este prémio foi atribuído devido ao reconhecimento internacional pelo trabalho que esta associação tem vindo a desenvolver.
Aproximadamente 10% dos bebés nascidos na Europa são prematuros, já nos Estados Unidos, a taxa é ligeiramente superior (12%). Esta taxa tem vindo a diminuir graças aos avanços científicos e aos cuidados neonatais. Actualmente, tem sido feito um grande esforço no sentido de sensibilizar a população e sobretudo as futuras mães para tentar ser evitado um parto prematuro desde o início da gravidez, dando formação e alertando para os factores de risco. Isto porque como todos sabemos a “melhor incubadora para um bebé é o útero materno”.

Alguns factores de riscos que podem induzir ao parto prematuro:

- Gravidez múltipla  (gémeos, trigémeos ou mais);
- Tabagismo;
- Álcool;
- Eclâmpsia (hipertensão arterial na gravidez);
- Alterações do útero;
- Drogas (ex. cocaína);
- Infecções no útero;
- Anemia moderada a grave no início da gravidez;
- Intervalo curto entre as gestações (12 a 18 meses).




No final do ano passado, foi publicado no youtube um vídeo verdadeiramente emocionante sobre o primeiro ano de vida de um bebé, Ward Miles, que nasceu prematuro nos EUA. Este bebé que nasceu às 25 semanas (o equivalente a 5 meses e meio de gestação) pesava apenas 690g!  É um vídeo muito comovente! Começa no dia em que a mãe pega pela primeira vez no seu bebé, e termina num final feliz, em que podemos ver o bebé Ward, já com um ano de vida, e saudável.


É sem dúvida uma história linda e de dedicação destes pais! E da equipa médica!




Por esta e por todas as razões é importante a existência de uma associação como a Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro (XXS) que se preocupa em dar informação e apoio a estas famílias! Os meus sinceros parabéns uma vez mais!


Deixo-vos também um link de um post antigo sobre o dia do bebé prematuro: Partos prematuros- o meu laboratório de sonhos


#xxs #BebésPrematuros

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

O que é um blastocisto?

Um blastocisto é um embrião com 5 ou 6 dias de vida (em alguns casos, 7 dias) e que é composto por aproximadamente 200 células. Comparativamente aos embriões com menos dias, este embrião apresenta uma estrutura celular mais diferenciada, composta por uma cavidade central (cavidade do blastocelo) e por dois tipos de células: as células da trofoectoderme (que mais tarde se vão desenvolver e formar a placenta) e as células da massa celular interna (que irão formar o feto). O blastocisto representa o estadio de desenvolvimento embrionário prévio à implantação no útero materno.

Quais os tipos de blastocistos?

Durante o desenvolvimento embrionário existem vários tipos de blastocisto, e para simplificar a terminologia, nós embriologistas utilizamos algumas siglas (BI, BC, BE, BHi e BH). Os blastocistos evoluem de blastocisto inicial, para blastocisto cavitado, expandido e em eclosão. Passo a explicar:


- Blastocisto inicial (BI) (começa a observar-se uma pequena diferenciação das células);

- Blastocisto cavitado (BC) (já se observa uma cavidade mas esta cavidade ainda não ocupa mais de 50% do blastocisto; a zona pelúcida, que é a membrana que protege o blastocisto ainda se encontra espessa). Ver foto 1.


Foto 1 - Blastocisto Cavitado
   
- Blastocisto expandido (BE) (a cavidade do blastocelo já ocupa mais de 50% do blastocisto, além disso a zona pelúcida já está mais fina, preparando-se para romper). Ver foto 2.

Foto 2- Blastocisto Expandido

 - Blastocisto a iniciar eclosão (BHi) (o blastocisto já rompeu a zona pelúcida e incia o processo de implantação). Ver foto 3.

Foto 3- Blastocisto a iniciar eclosão
 (vejam a pequena coleção de células a sair no topo do blastocisto).

- Blastocisto eclodido (BH). O blastocisto já está pronto para a implantação no útero materno. Na foto 4 podem ver um blastocisto que está a meio do processo de eclosão, metade ainda está protegido pela zona pelúcida e por essa razão dizemos que parece o número 8!

Foto 4- Blastocisto em eclosão
                                                                                     
Quais as vantagens de transferir blastocistos?

A maior vantagem é a possibilidade de realizar uma melhor selecção embrionária. Por essa razão, os blastocistos apresentam maiores possibilidades de implantação, já que conseguiram evoluir para este estado embrionário mais avançado;

Além disso possível uma melhor sintonia entre as condições fisiológicas do meio uterino e o blastocisto, já que de uma forma espontânea os blastocistos  implantam na cavidade uterina.

Então porque não fazemos sempre transferência de blastocistos em todos os tratamentos?

Prolongar cultura de embriões em laboratório também tem os seus riscos. Não podemos prever se os embriões vão sobreviver e em algumas situações o casal poderia não ter embriões para transferir.

Quando é aconselhável deixar os embriões em cultura mais uns dias e fazer transferência de blastocitos?

É aconselhável que o casal tenha no mínimo 4 embriões de óptima qualidade. No entanto, no caso de casais que já tenham realizado vários tratamentos, sem sucesso, pode ser importante fazer uma cultura dos seus embriões em laboratório para saber se os embriões são evolutivos e se a ausência de gravidez pode ser devida a um bloqueio embrionário nas primeiras fases de divisão.

Em conclusão, cada tratamento é único, e sem dúvida o vosso médico será a pessoa indicada para avaliar o vosso tratamento e vos esclarecer se vale a pena arriscar a transferência de blastocistos.

#blastocisto, #transferenciaembrionaria, #gravidez

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

A classificação dos embriões humanos

Há dois aspectos muito importantes que podem condicionar a gestação em seres humanos: a receptividade do endométrio da mulher e a qualidade dos embriões. Longe de estarem bem estudados estes dois factores, tem sido objecto de vários estudos e publicações.

Como embriologista, reparo que uma das questões que mais preocupa os casais durante os tratamentos de fecundação in vitro é a qualidade dos seus embriões. Mais concretamente, como classificaríamos esses embriões.

Como foi feito o sistema de classificação de embriões?
O sistema de classificação de embriões contribui para que haja uma unificação de critérios entre os vários centros de procriação medicamente assistida.

Este sistema de classificação dos embriões foi feito com base na análise de milhares de embriões e no seu potencial de implantação. Baseia-se apenas em parâmetros morfológicos dos embriões e de divisão embrionária e não faz qualquer análise genética dos mesmos. Há várias classificações de embriões, uma delas, baseada nos critérios de ASEBIR (Asociación para el estúdio de la Biologia de la Reproducion) em que os embriões são classificados de A a F, sendo os embriões de melhor qualidade e com maior probabilidade de implantar os embriões A e os de pior qualidade os embriões F.

Para que serve a classificação dos embriões?
A classificação dos embriões é algo subjectivo mas que de facto nos ajuda enquanto profissionais a selecionar os melhores embriões para transferir para a cavidade uterina ou para congelar, mas que não nos pode indicar com 100% de garantia se aqueles embriões vão dar origem a gravidez.

Quais os parâmetros utilizados na classificação dos embriões?
Geralmente os embriões que escolhemos para transferir para a cavidade tem três dias de vida (D3) ou cinco dias (D5). Os parâmetros utilizados para classificar este tipo de embriões são totalmente diferentes. Enquanto que um embrião com três dia de vida, ainda se encontra em fase de células, um embrião com cinco dias, apresenta já uma estrutura complexa na qual não é possível diferenciar o número de células e nesse caso, os parâmetros utilizados são a aparência de massa celular interna (que vai dar origem ao embrião) e a trofoectoderme que vai mais tarde originar a placenta.

Os parâmetros utilizados para classificar os embriões humanos na etapa de células são os seguintes:

  • - Nº de células (este é talvez o parâmetro mais objectivo de todos!);
  • - Simetria das células (o ideal é que as células tenham o mesmo tamanho);
  • - % de fragmentos (os fragmentos são porções do citoplasma que são excluídos da célula)
  • - Tipo de fragmentos (se estão localizados ou dispersos no embrião);
  • - Multinucleação (o ideal é que cada célula tenha apenas um núcleo, caso tenha mais dizemos que o embrião tem multinucleação).
Passo a explicar alguns exemplos de embriões com 3 dias de vida:

(1) Embrião ideal em D3 com 8 células
Na figura (1) podem ver um embrião ideal em D3 com 8 células, todas elas simétricas, e sem fragmentos. À partida seria um embrião de qualidade A (esta classificação depende também da morfologia do embrião com dois dias de vida).






(2) Embrião com vários fragmentos e células assimétricas;
Na imagem da direita (2), podem observar um embrião com vários fragmentos e com células assimétricas. Além disso este embrião apresenta um número de células aquém do desejável para o terceiro dia de vida. Será um embrião de qualidade D.





(3) Embrião com células muito maiores do que as outras
Já este embrião, figura (3) , apresenta umas células muito maiores do que as outras, o que também não é o ideal. O mais certo é que não tenha ocorrido uma divisão correcta de uma das células. Será classificado como embrião de qualidade C.


Para concluir, queria referir que a classificação dos embriões é meramente orientativa e não nos permite explicar porque é que determinados embriões de muito boa qualidade não dão origem a gravidez, enquanto que outros de muito pior qualidade implantam. Seriam necessários mais dados como por exemplo a análise genética dos embriões. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Portugal: um país de filhos únicos.

Achei interessante um artigo publicado no Jornal Público. Mais uma vez alertam-nos para a diminuição da natalidade em Portugal (facto que já não é novidade). Ao que parece, no ano de 2013, Portugal voltou a registar uma diminuição record da taxa de recém nascidos e também um aumento crescente de famílias com um único filho. De facto cada vez se veem menos crianças e as expectativas em torno destes filhos que se veem rodeados por mais adultos são elevadas. Neste artigo chamam a atenção para os aspectos relacionados com a educação destas crianças e com a superproteção dada por estas famílias. Como irão ser estas crianças no futuro? 

Vale a pena ler, refletir… e sobretudo agir!


 Boas leituras!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Duas mães, um pai… e um bebé!

Este poderia ser o título de um filme mas não é. Este caso aconteceu recentemente no Canadá.
Della nasceu há três meses e a sua certidão de nascimento já vai ficar conhecida para a posterioridade. É que Della tem três progenitores! Este é o primeiro caso de uma criança registada por três pessoas.

As mamãs de Della, são um casal de lésbicas que decidiram recorrer a um amigo para doar sémen para concretizarem o desejo de terem um filho. A grande diferença em relação a tantos outros casos de casais homossexuais, foi que desta vez as duas mamãs decidiram incluir o pai biológico na vida do bebé! O registo foi algo complexo mas pelos vistos foi possível!

Deixo-vos o link da notícia para que vejam…
http://www.publico.pt/mundo/noticia/duas-maes-um-pai-e-uma-certidao-de-nascimento-1623532

Boas leituras!

Um exemplo de determinação e coragem!

Queria partilhar convosco este caso de infertilidade que vi ontem num programa da TVI.

Fiquei impressionada com a determinação e coragem daquela mulher!

São já muitos anos de infertilidade, muitos anos de luta, muitos anos à espera de um filho! Este é um exemplo de quem não desiste! Espero que consiga finalmente realizar o seu sonho.. o de ser mãe!

Vejam o video: Programa a tarde é sua

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Algumas vantagens de ser mãe aos 40...

Para que não fiquem desanimados com a minha mensagem anterior (se é que leram...)

Algumas vantagens de ser mãe aos 40:
1) Temos maior estabilidade emocional e económica;
2) Já vivemos mais e portanto somos mais experientes e maduras e em princípio mais calmas na hora de enfrentar problemas;
3) É uma nova experiência pessoal, um filho é como um recomeçar de Novo. É como reviver o passado!
4) A maioria das nossas amigas já tiveram filhos e portanto podem dar-nos muitos conselhos e truques;
5) Podemos aproveitar as roupinhas dos bebés das amigas e quem sabe as roupas de grávida também;
6) Em teoria, já saímos tanto que agora não nos vai custar muito ficar em casa nos primeiros tempos a cuidar do bebé;
7) Começamos a não ter tanta necessidade de dormir… o que nos vai ajudar a acompanhar as rotinas iniciais do bebé!

Um bebé deverá ser sempre bem- vindo independentemente da idade da mãe e não fiquem desanimadas se só conseguiram engravidar após os 40!!! Ainda têm muita energia para dar! Afinal, os tempos são outros e nós agora estamos melhor conservadas!

Quem recorre a tratamentos de procriação medicamente assistida em tempo de crise?

Achei interessante partilhar convosco este artigo.

Apesar da crise económica, que tem provocado a diminuição do número de tratamentos de procriação medicamente assistida, tem-se observado que o recurso a estas técnicas não diminuiu em determinados grupos etários. Segundo o estudo apresentado, tem-se observado um aumento do número de casais com mulheres com idade igual ou superior a 38 anos que recorrem a estes tratamentos.

Como consequência imediata, observa-se que o número de crianças nascidas com recurso a estas técnicas tem vindo a diminuir uma vez que, há mais senhoras com idade igual ou superior a 38 anos que são geralmente as que apresentam pior prognóstico: menor quantidade e qualidade de ovócitos. E como tal, têm menor probabilidade de engravidar do que as de menor idade.

Na maioria dos casais jovens, o projecto reprodutivo pode ver-se adiado devido à situação económica e à instabilidade laboral.

De facto é importante que os casais quando decidam construir família não adiem por muito tempo o início dos tratamentos, já que, a partir de uma certa idade da mulher, as probabilidades de sucesso vão diminuindo.

Deixo-vos o link para darem uma espreitadela! Boas leituras!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mas afinal o que é a Procriação (Reprodução) Medicamente Assistida?


A procriação medicamente assistida (PMA) define-se como sendo o conjunto de técnicas utilizadas no tratamento de situações de infertilidade conjugal com apoio laboratorial. As técnicas mais utilizadas são a inseminação intra-uterina, a fecundação in vitro (FIV) e a injecção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI – sigla do inglês). Em algumas situações, estes tratamentos podem ser realizados ou com os gâmetas do casal (isto é, com os óvulos ou espermatozóides) ou com gâmetas de dadores.

Louise Brown foi a primeira criança nascida resultante da fertilização in vitro (FIV) a 25 de Julho de 1978 em Inglaterra. Anos mais tarde surgiu a fertilização com ICSI e desde então estas técnicas têm sido muito utilizadas.

Em 1990, estimava-se que tinham nascido 95 000 bebés com recurso a FIV e no ano 2000 a estimativa era já de 1 milhão de recém nascidos. Estes valores continuam a subir exponencialmente, em 2007 já teriam nascido 2 milhoes de bebés e actualmente pensa-se que existem mais de 5 milhões de bebés.

Uma das razões para o aumento exponencial dos recém nascidos concebidos mediante técnicas de fertilização in vitro foi o aprefeiçoamento dos procedimentos e o aumento das suas taxas de sucesso.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Chegou a fralda inteligente!

A universidade de Tóquio desenvolveu uma fralda que tem um sensor que detecta alterações na humidade, temperatura e pressão. Este sensor flexível e sem fios é composto por um circuito orgânico que poderá enviar informações sempre que ocorrerem alterações na fralda o que permite facilitar a rápida substituição da mesma. De momento ainda estão a ser feitos algumas melhorias técnicas pelo que a fralda ainda não está no mercado… mas não deve faltar muito!

De repente até parece um invento estranho… mas quem sabe até pode ser bastante útil! Só lhe falta ter um sensor olfactivo e assim estaria completa!
Rastreablogs

Tão bonito que ele é!!!

Este é um exemplo de um embrião de excelente qualidade no terceiro dia de vida. Tem 8 células, todas elas do mesmo tamanho e não possui fragmentação. Estes embriões apresentam um elevado potencial de implantação e são o primeiro passo para uma gravidez bem sucedida. 

Como bióloga é sempre uma emoção ver um embrião tão ordenado e tão perfeito. 


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A ordem do nascimento dos filhos parece estar relacionada com a obesidade

Li recentemente um estudo publicado por um grupo da Nova Zelândia que diz que os irmãos mais velhos têm maior predisposição a ter excesso de peso na idade adulta do que os irmãos mais novos. Este estudo incluiu 50 homens da Nova Zelândia entre os 40 e os 50 anos e com excesso de peso (IMC – índice massa corporal 27.5 ± 1.7 kg/m2 – relembro que o IMC de uma pessoa com peso normal deve ser 19 – 24.5 kg/m2 ). Deste grupo, 26 homens tinham sido o primeiro filho da família e 24 tinham sido o segundo filho da família.

Neste estudo, observaram que os filhos mais velhos tinham menor peso à nascença mas que rapidamente cresciam e ganhavam peso durante a infância, e em geral eram mais altos do que os segundos filhos. Segundo este estudo, o filho mais velho tinha maior resistência à insulina e apresentava tensão arterial mais elevada o que aumentava o risco de sofrer de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Segundo o Prof Cutfield o risco de desenvolver obesidade ou diabetes ocorre quando se juntam vários factores de risco e um deles é o facto de um indivíduo ter nascido em primeiro lugar. Ser o primeiro filho não significa que a criança vá ser diabética ou que vá ter excesso de peso, apenas vai ter um risco aumentado.

No final os autores concluem que de futuro seriam necessários mais estudos que envolvam um maior número de pessoas para poder avaliar melhor a ligação entre a ordem de nascença e a obesidade.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A congelação de embriões

Uma das grandes preocupações dos casais que se encontram a fazer tratamento de fecundação in vitro é que no final do tratamento (depois de terem feito a transferência de embriões para a cavidade uterina) tenham embriões excedentários para congelar. Os embriões congelados podem ser utilizados numa nova tentativa caso o presente tratamento não dê origem a gravidez sem que o casal tenha que iniciar todo o processo de tratamento de fecundação in vitro, ou, no caso de um tratamento de sucesso estes embriões podem ser utilizados quando os casais pretendem ter mais filhos.

Na grande maioria dos casos de fecundação in vitro são gerados mais embriões do que aqueles que são transferidos para a mulher e por essa razão a congelação de embriões torna-se uma técnica muito importante.
O que importa saber:

Técnicas de congelação
As técnicas de congelação mais utilizadas são a congelação lenta e a congelação rápida (também designada de vitrificação). A vitrificação apresenta no geral taxas de sobrevivência embrionária muito superiores às da congelação lenta pois evita a formação de cristais de gelo que danificam as células.

Vantagens da congelação:
Aumento das probabilidades de gravidez, já que o casal terá mais embriões para transferir. Mas atenção, só devem ser congelados embriões viáveis e de boa qualidade.

Quanto tempo demora a congelação dos embriões
Os embriões demoram sensivelmente 20 minutos a serem congelados caso seja utilizada a técnica de congelação rápida (vitrificação) e cerca de 1h30 minutos caso seja utilizada a congelação lenta.

Quanto tempo demora a descongelação dos embriões
Independentemente da técnica utilizada para congelar os embriões, a descongelação demora aproximadamente 20 minutos.

Quando podem ser utilizados os embriões congelados
Os embriões congelados podem ser utilizados em qualquer altura, e no caso do tratamento actual de fecundação não tenha dado origem a gravidez, a descongelação dos embriões pode ser programada imediatamente quando aparecer a próxima menstruação.

Quanto tempo o casal tem para utilizar os seus embriões congelados?
De acordo com a lei portuguesa, o casal pode manter os seus embriões congelados durante 3 anos e utiliza-los durante esse tempo para concretizar um projecto de parentalidade. No final desse período os embriões podem ser doados a outro casal doados para investigação ou destruídos.

Como são guardados os embriões?
Os embriões são guardados em palhetas (ver figura - goblet com várias palhetas coloridas
) e são mantidos em azoto líquido a uma temperatura de -196 ºC.

A congelação dos embriões baixa as taxas de gravidez?
A congelação não deverá afectar as taxas de gravidez, no entanto, devemos ter em conta que os embriões transferidos num ciclo a fresco são os melhores embriões que o casal tem e que portanto os embriões congelados representariam uma segunda escolha. Por essa razão a taxa de gravidez observada com os embriões congelados é ligeiramente inferior. 

Espero que este artigo vos tenha sido útil. Se tiverem dúvidas perguntem-me ou falem com o vosso médico! 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O DIA MUNDIAL CONTRA O CANCRO

No dia 4 de Fevereiro foi assinalado o dia mundial contra o cancro. O cancro é uma das principais causas de morte no nosso país. Esta doença que tem maior incidencia na populaçao masculina, segundo a OMS (organizaçao mundial de saúde) pode ser prevenida em 40% dos casos.
 
A razao de assinalar esta data tem como objectivo sensibilizar a populaçao e os governos para o conbate a esta doença e este ano o lema do dia mundial contra o cancro foi o de desmistificar certos mitos:

Mito 1 - Não adianta falar de cancro;

Mito 2 - Não há sinais ou sintomas de alerta para o cancro;

Mito 3 - Não há nada a fazer em relação ao cancro;

Mito 4 - Eu não tenho tenho direito a tratamento para o cancro.


 
Convido-vos a espreitar o link da  liga portuguesa contra o cancro e a lerem com mais detalhe sobre esta doença.  É muito importante estarmos informados já que esta doença pode ser prevenida e curada na grande maioria dos casos!
 
Informem-se e passem a palavra! Todos juntos podemos lutar de uma forma mais eficaz para combater o cancro!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Abstinência sexual antes de fazer a recolha de sémen para tratamento de fecundação assistida: quantos dias são necessários?

Coloco aqui este tema pois observo que a maioria das pessoas tem a ideia de que quantos mais dias de abstinência sexual melhor e que o sémen nessas condições terá uma concentração maior de espermatozóides e melhor mobilidade. Tal ideia é errada. O ideal é que o homem tenha entre 2-4 dias de abstinência sexual no dia em que for fazer a recolha do sémen para tratamento.

Além disso, já há várias publicações que referem que, no caso de homens com parâmetros seminais normais, a quantidade e a mobilidade dos espermatozóides decrescem a partir dos 10 dias de abstinência sexual. Já no caso dos homens cujos parâmetro seminais são bastante abaixo da normalidade, o declínio começa a partir dos 4 dias de abstinência sexual.

Em conclusão: o ideal será 2 dias de abstinência sexual!