quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Quando o aborto acontece...

Parecia que tudo ia bem, mas afinal o embrião deixou de se desenvolver ... 


O aborto é um acontecimento muito triste e que pode ser muito desgastante para o casal. O casal passa de um estado de euforia total devido ao resultado positivo do teste de gravidez prévio e vê-se confrontado com a notícia de que a gravidez não é evolutiva e que terá que realizar novo tratamento. 

Gosto sempre de pensar no lado positivo das coisas, e apesar de neste tipo de situações a tristeza ser algo que pode demorar a passar, é importante que o casal pense que algo positivo aconteceu, que afinal foi possível o embrião desenvolver-se e implantar no útero e originar uma gravidez. Este é mais um dado para o médico ter em conta no difícil puzzle que pode ser o da resolução bem sucedida do problema de infertilidade. 
Nestas situações, aconselho o casal a seguir, uma vez mais as instruções que o médico assistente lhe der, a fazer uma pausa se assim o desejar e se achar que é pertinente, pedir ajuda a um psicólogo do centro para o ajudar a organizar os seus sentimentos e ideias ....porque a luta continua!!! Não se deixem vencer por um tratamento fracassado. Tentem procurar as respostas para os acontecimentos e quem sabe outro tipo de tratamentos. Se possível não desistam do vosso sonho! O sonho de serem pais! 

Exercício físico durante a gravidez…

Há quem diga que se uma mulher não era assídua dos ginásios antes de engravidar não é depois de grávida que deve iniciar a prática de algum desporto. Contudo, é bom que a mulher se mexa um pouco, por exemplo, caminhar é um óptimo exercício durante a gravidez, sobretudo se for feito ao ar livre e em zonas livres do ambiente poluído dos carros. O simples caminhar pode melhorar a elasticidade da mulher, ajudar a eliminar o stress, a prisão de ventre e a relaxar… No entanto não deve exagerar, faça percursos curtos, tente ir sempre acompanhada e evite grandes esforços.
Por outro lado, se já ia com regularidade ao ginásio, poderá continuar a fazê-lo embora com alguma moderação.

Está provado que a prática de exercício físico durante a gravidez pode também ajudar a melhorar as resistências cardio-respiratória e muscular da futura mãe e ajuda-la a preparar-se para o parto.

Existem centros especializados em ginástica pré-parto os quais recomendo vivamente. Procurem um que esteja perto de casa ou do trabalho, conversem com as vossas amigas, pode ser que elas vos possam indicar algum.

Mas atenção! Não se esqueçam de consultar o vosso médico obstetra antes de realizar qualquer tipo de exercício!

Bons treinos!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Governo quer aumentar em 15% os tratamentos de infertilidade

Li noutro dia o Contrato – Programa para 2014 da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) publicado em Dezembro de 2013 (deixo-vos o link para o caso de o querem ler: Contrato Programa 2014 ACSS). Fiquei contente ao reparar que apesar dos cortes previstos na área da saúde, o Governo define como prioritário o aumento do número de tratamentos de infertilidade para o próximo ano.

Verifiquei que foram aprovadas as seguintes alterações:

1) A possibilidade de realização de tratamentos de 1ª linha (inseminação artificial) até ao limite de 3 ciclos (para cada caso/casal) durante o mesmo ano civil (em 2013 apenas era permitido 1 ciclo por ano);

2) Os tratamentos de indução da ovulação podem ser realizados várias vezes;

3) A possibilidade de realização de um total de 3 tratamentos de 2ª linha (ICSI e FIV) por cada caso/casal durante o mesmo ano civil (em 2013 apenas era permitido 1 ciclo por ano);

4) Os casais que já tenham beneficiado de ciclos de FIV/ICSI ao abrigo deste programa em anos anteriores poderão realizar novos ciclos em 2014 desde que o número total não exceda os 3 ciclos de FIV/ICSI por caso/casal.

De facto são boas notícias!!! Podem ser que para o ano decidam aumentar ainda mais o número de ciclos permitidos! 

Photo: Johannes Jander / Creative Commons license. Trying to get pregnant?

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Como escolher um centro para tratamento de infertilidade

A escolha de um centro para realizar um tratamento de infertilidade pode não ser uma tarefa simples. Há várias condicionantes como a questão económica e a logística que podem ser decisivos na escolha final. A selecção do centro deve ser feita de forma criteriosa e devem ser tidos em conta vários aspectos. Importa referir que todos os detalhes são importantes, e é a combinação de todos que irá permitir que o tratamento tenha mais ou menos sucesso. A meu ver os aspectos principais são:
1) Equipa médica. É importante contar com profissionais experientes na área da reprodução medicamente assistida e averiguar qual a disponibilidade destes profissionais para o caso de surgir uma urgência ou uma dúvida. Na consulta com o médico o casal ter à vontade para esclarecer qualquer tipo de dúvida e é importante também que sinta total confiança no seu trabalho. As consultas devem ser pausadas e esclarecedoras.

2) Profissionais de saúde. Os restantes profissionais de saúde (i.e. enfermeiros, auxilares de consulta, psicologo, etc.) devem ser pessoas disponíveis e também eles capazes de esclarecer as dúvidas que lhes dizem respeito.

3) Equipa de biólogos. Será importante ter uma equipa de biólogos com experiência nas várias técnicas de reprodução assistida e também eles deverão estar acessíveis para responder a dúvidas relacionadas com o processo laboratorial.

4) As taxas de gravidez do centro. É importante que estas taxas sejam facultadas pelo médico responsável e que sejam adequadas a cada caso. Por exemplo, se a mulher tem 40 anos, é importante saber quais as taxas de gravidez no centro para a sua faixa etária. Não se deixem iludir por taxas de gravidez globais (que incluem mulheres de todas as idades) e que portanto podem ser mais altas.
5) Equipamentos disponíveis no laboratório. Que técnicas realizam. Há quanto tempo estão disponíveis. Dispõem de técnicas de última geração? Quais as condições do laboratório, é moderno?

6) Logistica. Para a realização dos tratamentos são necessárias várias idas ao centro o que envolve não só alguns custos adicionais com o transporte mas também algumas ausências no trabalho. É importante averiguar se a distância do centro se justifica ou se existe algum centro mais próximo de casa com iguais condições.

7) Questão económica. Estes tratamentos de facto são bastante dispendiosos e muitas vezes os casais apenas têm em conta o valor de um único tratamento. Oxalá que assim fosse, que todos os casais engravidassem no primeiro tratamento que realizam, mas infelizmente tal nem sempre é possível, e dai referir uma vez mais, que é muito importante perguntar pelas taxas de gravidez do centro em questão antes de optar por um centro mais em conta. Vejam também quais são os procedimentos que estão incluídos no tratamento (por exemplo: inclui ecografias? análises clínicas? congelação dos embriões? )

8) Referências de outros casais. De facto é também importante saber qual a impressão de outros casais que realizaram tratamento no centro em questão. Se tiverem oportunidade aproveitem para lhes perguntar como correu o tratamento, como foram atendidos, se
houve alguma queixa, qual o custo total, se estão contentes e claro, qual o resultado final do tratamento…

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

GÉMEOS NASCEM COM 1 ANO DE DIFERENÇA...

Ontem enquanto vestia os meus meninos ia dando uma espreitadela na televisão para ficar a par das notícias. Eis senão quando ouço a notícia:  irmãos gémeos nascem em anos diferentes. Como tenho o radar apurado e tudo o que diz respeito a crianças e maternidade me interessa, tentei apressar a minha tarefa de colocar a fralda no mais novo, enquanto ia pensando ... mas que raio de título de notícia seria aquele… fiquei intrigada… será que os pais tinham congelado embriões… e um deles tinha sido transferido antes e só depois do nascimento iriam transferir o outro... mas nesse caso os bebés não seriam gémeos… só depois me lembrei que já estávamos num novo ano e que portanto o que teria acontecido é que um dos bebés nasceu em 2013 e o outro uns minutos mais tarde em 2014!!! Realmente, os jornalistas por vezes colocam uns títulos nas notícias muito chamativos, de tal forma que conseguem captar a atenção mesmo daqueles que estão em tarefas que exigem máxima concentração como a simples troca de uma fralda! 

De qualquer forma achei este acontecimento curioso e não quis deixar partilhar a notícia, este é o link:




DICAS PARA ENGRAVIDAR EM 2014…

Vi um artigo no site da revista pais & filhos do Brasil que me pareceu interessante:

10 ATITUDES PARA QUEM QUER ENGRAVIDAR EM 2014:

Resumidamente as 10 dicas são:
1) Check up completo da mulher;
2) Participação masculina;
3) Cuidado com os medicamentos;
4) Ácido fólico;
5) Comer, comer, comer;
6) Cuidado com as drogas;
7) Namore muito e tenha relações sexuais;
8) Relógio biológico;
9) Reprodução assistida;
10 Hábitos saudáveis.


De facto muitos casais decidem aumentar a família mas muitas vezes não se preocupam em fazer uma avaliação prévia do seu estado de saúde. É importante consultar um especialista pois poderá ser necessário a mulher fazer algum tipo de medicação (como é o caso do ácido fólico que deverá ser tomado meses de engravidar e também verificar se a mulher está imune à rubéola, caso contrário será indicado fazer a vacinação antes de engravidar). É também importante que o homem tenha um papel activo nesta fase, e também ele deverá cuidar do seu estado de saúde. Caso o casal esteja a tentar engravidar há algum tempo, será aconselhável o homem fazer uma avaliação da qualidade seminal (espermograma) e quem sabe até tomar alguma medicação (exemplo dos antioxidantes) para melhorar a qualidade do sémen. Aconselho-vos que a análise do sémen seja feita num laboratório/ centro especializado em reprodução medicamente assistida.

Os cuidados com a alimentação da futura mãe também são importantes, e o excesso de peso deverá ser evitado a todo o custo, já que pode dificultar uma possível gravidez. Caso a mulher tenha que perder muito peso será conveniente consultar um nutricionista para que seja vigiada e para que a dieta não possa comprometer a sua saúde.

A estes 10 tópicos, eu acrescentaria um último:

11) Relaxem … tentem não pensar muito no assunto, namorem muito, não informem todos os vossos amigos dos planos de aumentar a família pois caso contrário eles vão estar constantemente a perguntar se já o conseguiram (afinal são vossos amigos ....) …. e não fiquem preocupados se não engravidarem nos primeiros 3 meses …

Deixo-vos o link para que leiam com mais detalhe o artigo, espero que gostem!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Qual a idade biológica ideal para ter filhos?

Hoje em dia os casais atrasam cada vez mais o nascimento do primeiro filho e quando finalmente decidem aumentar a família muitas vezes, devido à idade avançada, torna-se necessário recorrerem a tratamentos de procriação medicamente assistida.

Para a mulher, a idade biológica ideal para ter filhos é dos 19 aos 34 anos, sendo a época mais fértil dos 19 aos 26 anos (estima-se que a probabilidade de gravidez em cada ovulação, durante este período é de aproximadamente 50%). A partir dos 26 anos a fertilidade vai descendo muito lentamente até aos 34, e nesta fase etária a taxa de gravidez é de aproximadamente 40%. Por volta dos 35 anos a qualidade dos ovócitos começa a piorar e as probabilidades de gravidez são cada vez mais baixas (aproximadamente 30%) além de que as possibilidades de ocorrerem complicações durante a gravidez também aumentam (por exemplo, pré eclampsia, diabetes) e o risco de parto prematuro é também maior. Por volta dos 40 anos, pode dizer-se que a probabilidade de gravidez é aproximadamente 20 %. No entanto, devido ao decréscimo da qualidade dos ovócitos nesta fase etária, o risco de aborto e de malformações genéticas é consideravelmente superior. Depois dos 45 anos, a probabilidade de uma mulher engravidar com os seus próprios ovócitos é de 2-5%. Nesta fase etária, aconselha-se a mulher a fazer tratamento de procriação medicamente assistida utilizando ovócitos de dadora.
No caso dos homens, o período ideal para ter filhos é mais alargado e pode ir até aos 45 anos.

Estes dados são meramente indicativos, e o meu conselho é, mais uma vez, que falem com o vosso médico especialista em reprodução humana para saber qual a vossa idade fértil.


#gravidez, #relogiobiologico

Artigos mais lidos