sábado, 28 de junho de 2014

As mulheres que são mães depois dos 33 são em geral as que vivem mais tempo

Achei interessante um artigo publicado pela revista Menopause: The Journal of the North American Menopause Society na edição deste mês, que correlaciona a idade em que as mulheres têm filhos com o número de anos que estas mulheres vão viver.

O estudo foi publicado pelo grupo do Dr. Thomas Perls da Boston University School of Medicine (BUSM) e que teve por base a análise de dados da Long Life Family Study que contém dados de saúde, sociais e genéticos de 551 famílias cujos membros viviam até muito tarde. Esta base de dados foi iniciada nos anos 90 e contém dados de 462 mulheres. Para este estudo, foram anotadas as idades em que as mulheres tiveram o último filho e até que anos viviam. Os investigadores puderam observar que as mulheres que eram mães depois dos 33 anos tinham o dobro da probabilidade de viver até aos 95 anos comparativamente com aquelas mulheres que tinham os filhos antes dos 30.

Uma mulher que tenha capacidade de ter filhos mais tarde significa que o seu sistema reprodutivo está a envelhecer devagar e provavelmente o seu corpo também pelo que ela terá maior chance de viver mais tempo. Provavelmente as variantes genéticas que permitem as mulheres ter filhos mais tarde podem ser as mesmas que permitem o aumento da longevidade e que também evitam o aparecimento de doenças relacionadas com a idade como os acidentes cardiovasculares, cancro e diabetes.

Com este estudo também foi sugerido que a mulher poderia ser a responsável por transmitir os genes da longevidade aos seus filhos o que explicaria porque é que 85% das pessoas que vivem mais do que 100 anos são mulheres.

Atenção que este estudo não se refere a mulheres que tenham realizado tratamentos de fertilidade e não pretende muito menos incentivar as mulheres a ter filhos mais tarde!


Fonte: creative commons

A minha questão: hoje em dia as mulheres têm filhos cada vez mais tarde, quererá isso dizer que a nossa geração vai viver mais anos comparativamente com a geração dos nossos pais? Talvez sim...


#gravidez